InícioFAQBuscarMembrosGruposRegistrar-seConectar-se
Bem vindo!

Imagine uma seita criada para perseguir os herdeiros dos maiores imperios do mundo. Imagine agora uma ilha magnífica, cheia de castelos e chateau's, criada para proteger e educar esses herdeiros. Aqui é o lugar. Principes, duques futuras rainhas ou estrelas de cinema: Estão todos aqui e no colegial. Tramas inacreditáveis estão por vir. Confusão, socos e beijos são mais que confirmados.Seja Bem vindo ao Royality South Island, mais que simples contos de fadas. Porque aqui a realidade é ainda mais interessante!

Tópicos similares
Links Uteis

Gossip, Gossip, Gossip!


Os destaques do mês


The Boy - xxxx


The Girl - xxxx


The Couple - xxxx


The Post - xxxx


The RP - xxxx

Become one!






No copy!

Todo e qualquer conteúdo disposto neste fórum foi criação unica das Admnistradoras. Portanto, é delas o direito exclusivo sobre o Royality South Island. O conteúdo aqui apresentado foi criado a partir de idéias insanas, mas aproveitáveis. Não é admitida, em hipotese alguma, a cópia total ou parcial sem autorização.
Agradecimentos à Deviant Art, que nos deceu as imagens exibidas e ao pessoal que apoiou a idéia. O site não possui fins lucrativos.

ROYALITY SOUTH ISLAND
© 2009


Compartilhe | 
 

 REGISTRO - Book & Chess

Ir em baixo 
AutorMensagem
The Supreme
Admin
Admin
avatar

Mensagens : 126
Data de inscrição : 02/08/2009

MensagemAssunto: REGISTRO - Book & Chess   Qui Set 10, 2009 12:23 pm

Para registrar seu personagem no jogo, favor preencher minunsciosamente esta ficha, não esquecendo de nem um campo.

[P L A Y E R]

Nome: ( Seu nome aqui)
E-mail: Seu email.
Comunicadores (MSN, YM, AOL..) Preencha aqui com o seu contato. Msn, Ym! e afins...
Tem outro personagem no jogo? Se possuir, coloque o nome dos demais personagens e a qual Irmandade eles pertencem.

[P E R S O N A G E M]

Nome: (Nome do seu personagem.)
Idade:
Data de Nascimento:
Local de Origem: (O país onde seu personagem nasceu.)
Artista Utilizado:( O Photoplayer)

Características Físicas:( Aqui ficará as caracteristicas fisicas de seu char. Se ele é bonito, feio, tem o nariz grande, o corpo escultural.... Favor evitar o famoso "Vide Avatar".)

Características Psicológicas: (Como seu personagem é? Como ele age, do que ele gosta ou desgosta, teu temperamento... )

Biografia:
(Detalhes sobre a vida de seu personagem. A infancia, curiosidades sobre ele e sua hitoria de vida. Capriche! ;D)



---------------------------------



Código:

[color=cyan][P L A Y E R]
[/color]
[b]Nome:[/b]
[b]E-mail:[/b]
[b]Comunicadores (MSN, YM, AOL..)[/b]
[b]Tem outro personagem no jogo?[/b]

[color=cyan][P E R S O N A G E M][/color]

[b]Nome:[/b]
[b]Idade:[/b]
[b]Data de Nascimento:[/b]
[b]Local de Origem:[/b]
[b]Artista Utilizado:[/b]
[b]Características Físicas:[/b]
[b]Características Psicológicas:[/b]

[b]Biografia:[/b]
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário http://rs-island2.forumeiros.com
Haylie Lively
Book & Chess
Book & Chess
avatar

Mensagens : 157
Data de inscrição : 11/09/2009
Idade : 24

MensagemAssunto: Re: REGISTRO - Book & Chess   Dom Set 27, 2009 5:54 pm

pLayer


∙ Nome: Fire
∙ E-mail: fairy02_fire@hotmail.com
∙ Tem outro personagem no jogo? Yes, Katherine Connolly


persoNagem


♣️ Nome: Haylie Lively.
♣️ Idade: 15 anos.
♣️ Data de Nascimento: 19 de Maio de 1994.
♣️ Local de Origem: São Francisco, Califórnia.
♣️ Artista Utilizado: Hilary Erhard Duff.

♣️ Características Físicas: Nasci loira e fui assim por mais ou menos 11 anos. Mas meu cabelo começou a escurecer e resolvi pintar de loiro, pois já estava acostumada. Minha mãe ficou uma semana se conformando com a idéia do meu cabelo deixar de ser virgem... fico pensando como ela vai ficar quando eu não for ‘-‘. Mas enfim, ela pintou. Meus olhos são iguais aos dela, verdes acastanhados. É uma mistura que se chama Hazel, e poucos conhecem, mas existe, procure no Google. Pele bem branca e algumas sardas. Por enquanto tenho 1.55 ou algo parecido, e duvido crescer mais do que 1.60.

♣️ Características Psicológicas:
Eu me conheço, posso falar sobre isso na primeira pessoa. Sou confiante, minha mãe me ensinou isso e não acho que tenha errado. Só não sou o tipo de pessoa que acha ser superior aos outros, mas sou confiante o suficiente pra saber também que ninguém é superior a mim (generalizadamente falando). Sou o tipo de pessoa que tem o pavio curtiiiiinho, mas, do contrário das demais pessoas, sei me manter fria e calma, e agir com racionalidade, classe, educação e arrogância inteligência. Não leve a mal, mas existem pessoas que precisam disso, por isso gosto de ser assim. Mas não se preocupe, não sou com todos. Como disse: só com quem realmente merece. Fora essa pequena parte que me torna metida aos olhos desconhecidos, eu sou alegre, bem-humorada, risonha, moleca, arteira (a), amiga, confiável e muuito agitada. Ainda assim algumas pessoas me acham metida, mas mudam de opinião quando resolvem ganhar ao perder o tempo pra me conhecer. Gosto muito de shopping mas não vou muito. Meu pai é senador, então tem a paranóia de colocar um segurança perto de mim. Logo: eu tenho a paranóia de achar que tudo que faço será relatado ao senador, então eu não posso fazer muitas coisas.


Biografia




Sou filha única eu acho; por enquanto de pais separados. Ah... meus pais. É a relação mais engraçada de todas as que eu conheço, incluindo as séries de TV. Eu os amo, são demais, e se quer saber, é bom ter dois quartos e duas casas diferentes. Sair da rotina, sabe? Eles se separaram quando eu tinha uns dez anos, mas vivem se pegando. Eles se amam, mesmo que neguem, e nenhum deles casou ou teve outro caso. Ainda junto eles de novo. Eu passo um dia com meu pai em Malibu, uns dois com minha mãe em São Francisco, e o resto passo com os dois juntos. Sim, eles dão algum jeito de ficarem juntos, é incrível. Quando está muito calor vamos pra casa da praia, quando está muito frio meu pai vem pra nossa “humilde” casa de 8 quartos que os custou 3milhões. Quase não são separados, pelas horas que passamos parece que ele só está trabalhando e ela foi visitar a mãe. Passamos todas as datas festivas juntos, mas mesmo assim, quando Haylie tem que receber presente, recebo um de cada um (no mínimo). Fora a mesada. 5mil dá pra viver, sabe? Principalmente se não precisa pagar contas, imposto ou comida.

Desde cedo fui descoberta pela minha professora que, embora desse aula de tudo era formada em matemática, de que eu era um pequeno gênio nessa matéria. Eu aprendia apenas de ouvir e ver uma única vez. É diferente das outras coisas... algumas matérias eu decoro ou penso “okay, se ele disse que é assim, é assim”. Mas tiro notas boas porque me conformei com o que o professor disse que era o certo, e não que eu ache que faça algum sentido. Na matemática é diferente... eu vejo sentido em somar, dividir, multiplicar. Quase tem sentimento. Acho que é doentio, mas se eu ganhar dinheiro e for feliz, quem se importa? Eu não me importo. Não me leve a mau, mas o dinheiro que tenho são dos meus pais, não meu. Está certo que vou herdar tudo deles e ter dinheiro pra sempre, mas quero poder não depender deles. Vai que acontece alguma coisa com o que eles tem? Quero ter uma garantia. Fora que não quero ser uma patricinha que não faz porra nenhuma pra ninguém. Mas voltando a matemática: nunca soube explicar sobre isso... nunca soube ensinar. Mas eu sei fazer e gosto de fazer. Eu acho que se você sabe e gosta, você sabe e gosta. Se você não sabe e não gosta, desiste. Pelo menos não sou eu que vou conseguir ajudar...

Depois daquela fascinante descoberta, para a minha professora, comecei a passar mais tempo com ela e fazíamos algumas contas bem avançadas para a minha série. Algumas partes mereciam um pouco mais da minha atenção, mas nisso eu conseguia ficar parada e sentada no mesmo lugar por horas. Ganhei alguns prêmios em concursos, mas nunca gostei de ficar com aquelas pessoas que preferem ver Discovey Channel o dia todo do que ver The Fresh Prince of Bel-Air. Não desmerecendo a Discovery Channel, tem coisas legais lá, como o Animal Planet, mas pro dia todo até o Discovery Kids é melhor.

Minha professora de primário acabou me acompanhando até o ginásio. Ela conseguiu um trabalho na minha outra escola e ficou feliz da vida de poder passar ainda mais tempo comigo. Não tenho certeza, mas talvez ela espere que eu descubra o ultimo número do PI e dê ao menos 10% do dinheiro pra ela. Ou que eu projete a cura da AIDS; coisas que me dariam muito dinheiro (como se eu precisasse) e como sou generosa lembraria dela por ter me descoberto. Se ela não tivesse aparência de boazinha e filhos, eu teria medo...

Na terça feira de Maio, quando eu completava 15 anos, ela me esperou para conversar comigo quando todos já tinham saído.
— Eu-tenho-uma ótima novidade pra você. – Dizia Jane empolgada e travando as primeiras palavras.
— Oks, qual é? – Eu também estava curiosa e a empolgação dela passava pra mim.
— Descobri uma ótima escola para seu primeiro ano. O melhor ensino dos últimos tempos. – Seus olhos brilhavam e embora eu pensasse que fosse algo melhor do que uma escola, fiquei feliz.
— Que... ótimo. Aonde? – Sim, eu realmente estava empolgada. Mas era meu aniversário, sabe? Esperava alguma coisa melhor.
—Fica em uma Ilha. Royality South Island.
— Que legal. Se você descobriu uma escola que minha mãe não conhecia, você é um gênio. – Brinquei, sorrindo. Minha mãe procurava uma escola de ensino médio pra mim desde que entrei no ensino fundamental. Jane respondeu com “Não tanto quanto você”, rimos, fiquei sem graça, e ela disse que conversaria com minha mãe outra hora.


Sábado, dia 22 de Maio de 2009

― Então mom, vamos passar esse final de semana com meu pai? – Eu estava sentada em um dos bancos da bancada que dava pra cozinha, terminando um pote de sorvete de chocolate com morango. Meu tom de voz era provocativo, ela sabia que eu estava insinuando algo.
— Sim, você vai passar o final de semana com seu pai, mocinha. – Ela respondeu num tom de voz que negava a intenção que eu tinha jogado. Estava arrumando no armário algumas compras de ultima hora.
― E você não vai aparecer para ficar conosco, como das ultimas 161 vezes?Sim, eu contei! Ela pareceu assustada e chocada de uma forma engraçada.
— Hey, o que é isso, menina? Você contou? – Ela estava com as mãos na cintura olhando pra mim, mas ainda não ria inteiramente.
– Sim, eu contei! Fazer o quê? Gosto de contar... – Okay, dizendo isso não agüentei e comecei a sorrir daquele jeitinho moleca que eu fazia. Ela não demorou muito para rir e vir me encher de beijos e tapinhas no braço.
— Olha o respeito! Sou sua mãe.
― E muuito teimosa! Porque não volta logo com ele? – Ela fez uma careta engraçada, do tipo “Não quero dar o braço a torcer”. Então resolvi mudar 5% de assunto. – Jane descobriu uma escola que vocês não conheciam. Devíamos jantar juntos para que ela pudesse lhes contar... – Dei a idéia. Minha mãe pareceu achar a desculpa perfeita pra ir.
— Falarei com seu pai. – Respondeu ela prendendo um sorriso infantil e travesso.

Jantamos todos juntos naquele sábado. Minha mãe ligou pro meu pai e avisou sobre a escola. Meu pai concordou e disse que podia ligar para Jane e marcar o jantar para aquela noite mesmo se ela pudesse. Caso contrário, deixaríamos para domingo ou algo assim. Foi divertido, como sempre. Meu pai se queimou ao fazer seu famoso salmão refogado e recebeu curativos e atenção de sua ex futura mulher. Eu assistia de longe com o sorriso de “eu sei de tudo”. Quando minha mãe viu começou a me fazer cócegas. Quando meu pai virou senador, prometemos continuar sendo uma família normal. O mais normal que se possa ser em uma escola caríssima, tendo carros do ano, presentes caros e uma boa mesada. Fazer o jantar faz parte disso, pelo menos algumas vezes. Jane chegou às 20h e servimos o jantar. Discutimos sobre a escola, mas só tínhamos um papel com a foto do castelo e algumas informações. A maior parte foi explicada pela minha professora, inclusive a parte de ser uma escola diferente das outras, mais especial. E logo, não poderíamos fazer propaganda sobre ela, era uma escola discreta e teria que continuar assim. Eu teria que fazer uma entrevista e uma prova, além de assinar papeis e toda aquela burocracia. Mas eu tinha mais de 70% de chances de entrar.


__x__


— Mãe, ta na hora, não vamos nos atrasar, certo? – Eu a apressava para o primeiro dia de aula. Assim que o outono começou, eu já tinha todo o material e informações que precisava saber. Já tinha até uma sociedade favorita: Book & Chess. Não que eu seja nerd como resumia a sociedade, mas era a melhor, na minha opinião. E eu sou muito preguiçosa boa em matemática, então se encaixava pra mim.
— Estou indo, estou indo. Relaxa. – Ela dizia fazendo um monte de coisa ao mesmo tempo, enquanto eu a esperava na porta, com a mochila nas costas. No caminho íamos encontrar Jane e não seria legal deixa-la esperando.

Após minha mãe construir uma sala, saímos e em poucos minutos encontramos minha ex professora com uma menina ao seu lado. Juliet tinha a minha idade e também preferia a sociedade B&C, então já deu pra imaginar que não paramos de falar a viagem toda. A hora da despedida foi a mais triste, pois não foi só a minha mãe que não queria me deixar. Eu também não gostava muito da idéia de não tê-la por perto, já que éramos tão agarradas. Mas ela prometeu dar um jeito (coisa que por um segundo me deu medo!), então ficamos mais tranqüilas.

E ao final, que na verdade é apenas um começo, ficou que, Juliet e eu acabamos dividindo a mesma suíte luxuosa cor creme quase alaranjado – que pra ela é cor creme quase amarelado – no chateal da Book & Chess. *Haylie termina de escrever sua resumida biografia no Word e na hora de salvar, se distrai com a Juliet e aperta em “Não” ao salvar.*
— Aaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhh*grito estérico* — Num creditô.*nota mental de matar Juliet depois que escrever tudo de novo*.
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
Alexandra Montgomery
Book & Chess
Book & Chess
avatar

Mensagens : 74
Data de inscrição : 24/09/2009
Idade : 26

MensagemAssunto: Re: REGISTRO - Book & Chess   Dom Set 27, 2009 6:32 pm

[P L A Y E R]

Nome: Cream/Laura
E-mail: cream.osa@hotmail.com
Comunicadores: cream.osa (MSN)
Tem outro personagem no jogo? Não Very Happy

[P E R S O N A G E M]

Nome: Alexandra Gray Harrison Montgomery, herdeira do título de Baronesa de Montgomery;
Idade: Dezessete;
Data de Nascimento: Catorze de julho de mil novecentos e noventa e dois;
Local de Origem: Toronto, Canadá;
Artista Utilizado: Alexis Bledel;
Características Físicas: Alta, magra e esbelta. Olhos profundamente azuis, feições no geral pequenas e cabelos escuros. Alex é considerada bonita por alguns, mas costuma se esconder debaixo de óculos de leitura e não gosta de ser chamada de bonita, já que acha que a aparência "interna" é mais importante.
Características Psicológicas: Já foi mais aberta e conversativa, mas depois de certos acontecimentos, ficou mais tímida e de poucas palavras. Alex normalmente é uma pessoa tranquila, mas apesar disso, é um tanto quanto ansiosa principalmente em relação à seus estudos. Esforçada, dedicada, objetiva e direta, gosta de conversar sobre diversos assuntos com as raras pessoas próximas, mas com as pessoas desconhecidas normalmente ou fica calada ou fala gaguejando quando essa pessoa puxa o assunto;

Biografia:
Os deveres de um Barão e de uma Baronesa - Por Alexandra Montgomery

° Executar os comandos legais da Coroa;
° Ser, para o povo da Baronia, os principais exemplos de cavalheirismo, cortesia e força;
° Incentivar os oficiais da Baronia;
° Ser o (s) representante (s) da Coroa para o povo da baronia;
° Representar a baronia à Coroa;
° Reconhecer habilidades, serviços e outros méritos das pessoas da baronia;
° Receber prêmios no nome da Coroa quando os representantes oficiais desta não estão presente para recebê-los em pessoa;
° Ser fiel à Coroa;
° Ser contrutores de consenso na baronia;


Olhei para a folha e bocejei. Porquê eu tinha que fazer aquilo mesmo?
Bom, minha mãe deve ter dado a sugestão para algum professor da escola para fazer isso ou até mesmo Rosaleen teve que o fazer em nome de meus pais, coisa que devo dizer - não é lá uma raridade daquelas.
Senti um par de olhos por cima de meus ombros e senti um leve arrepio. Odiava aquele tipo de sensação.
- Bom, srta. Montgomery, muito bom. - o sr. McGuff disse.
O sr. McGuff era tipo, o maior puxa-saco dos meus pais e eu nem sabia a razão disso. O cara tinha aparência de velho e eu nunca soube da idade real dele, a única coisa que eu sabia era a mesma coisa de todos do Colégio Interno Patrick Pullman: ele era um professor de História, aparentemente velho e solteiro, e pelo fato de ser um professor de História que parecia um hobbit saído diretamente de uma edição antiga de "O Senhor dos Anéis", não tinha lá muitas chances de sair desse estado civil.
Ele andou até o quadro negro que ficava na frente da sala estendendo o papel aonde estavam escritos a minha lista dos deveres que meus pais deveriam seguir. Bem, graças ao sr. McGuff, ninguém da escola não sabia que eu era a filha do meio do Barão e da Baronesa de Montgomery. E eu era a única filha do Barão que estudava naquela escola, já que Sebastian, meu irmão mais velho, cursava o segundo ano do Ensino Médio na Julian-Hilliard e Elaine ainda cursava o pré-escolar em aulas particulares em casa, enquanto eu, naquela época, estava na oitava série.
- Será que só a srta. Montgomery foi capaz de fazer uma mera lista de todos os deveres de um barão? - ele perguntou, com cara de decepcionado e várias pessoas da sala se viraram para mim, como se falassem "Droga, porquê será que ele só gosta de você? Porque ele só puxa o seu saco?". Encolhi meus ombros e puxei as mangas da minha blusa de frio e olhei para a carteira, sentindo meu rosto queimar um pouco, mas sendo branca e com olhos azuis - obrigada, papai - sabia que tinha ficado cinco vezes mais vermelha do que sentia.
- Essa turma me decepciona. - ele disse, colocando a mão no rosto e o sinal bateu no mesmo instante. Graças à Rainha era a última aula.
Suspirei, agarrei meu caderno sobre a mesa e enfiei dentro da minha mochila de escola e saí andando com passos largos até a porta.
Sexta-feira, último dia letivo antes das duas semanas de intervalo antes do Natal.
Adoro Jesus Cristo.
Enquanto saía da sala, me aproveitei da confusão de alunos nos corredores e da barulheira para fingir que não ouvia o sr. McGuff me chamando na sala e me enfiei no meio dos estudantes para fugir dele. Odiava puxa-sacos como ele e sabia que nem meus pais eram fãs desse tipo de pessoa, mas o que eles não fazem para agradar a Coroa ou o povo?
Enquanto andava do modo mais rápido possível para sair daquele corredor cheio de alunos, pensava em como era bom voltar para casa.
Meus pais confiavam em mim, afinal, nunca lhes dei problemas, como por exemplo: nunca usei drogas, nunca tirei abaixo de B+ em nenhuma matéria, nunca matei aulas, nunca discuti com professores ou outros alunos. Apesar de Sebastian ser, com certeza, quem vai herdar o título, nunca gostei de fazer coisas para meus pais que os desagradem.
Mas de qualquer forma, desde que eu comecei a fase estudantil, eles sempre quiseram que minha educação fosse a melhor das melhores. Comecei com professores particulares, depois de algum tempo fui para escolas particulares e depois, para saber me virar "sozinha" (haha, tão sozinha que quando eu colocava o pé para fora da escola, o gabinete de meu pai me ligava e Rosaleen, sua acessora e minha quase-babá, me ligava perguntando coisas como "Aonde você vai? Você vai com alguém?" e blahblahblah) e continuo em internatos até hoje, mesmo sentindo a maioria das vezes, a saudade do perfume de canela da minha mãe, que na realidade é só um creme facial e sentindo falta dos sorrisos sorrateiros que meu pai se permitia soltar toda a vez que o pegava com um charuto cubano em seu escritório.
Quando desci as escadarias da porta principal do Colégio Interno Patrick Pullman, me deparei com o estacionamento cheio de carros de alunos e alunos e pais de alunos. Sorri, afinal, era Natal. E mesmo sabendo que a maioria daquelas pessoas só ligavam para mim quando algum professor falava "TESTE EM DUPLAS!", sentia que alguma coisa boa estava por vir.
Parei no meio do estacionamento, agora já menos tumultuado, me perguntando "Aonde diabos estão meus pais?" e foi aí que apareceu o Mercedes Guardian negro na entrada do estacionamento e parando a cerca de cinquenta metros de mim.
Rosaleen saiu do banco dianteiro sorrindo e estendendo os braços, usando óculos escuros, um vestido vinho que ficava belo sobre sua pele morena e em seu corpo magro, usando óculos escuros (mesmo sendo inverno e estando frio) e sapatos de salto de cetim negro. Seus cabelos eram como o sonho de consumo de qualquer mulher do mundo: lisos, parecendo um cabelo de índios.
Bom, ela é descendente de índios.
Fui correndo até ela, sorrindo. Rosaleen podia não ser meus pais, mas ela sempre foi como uma segunda mãe para mim.
Uma mãe que não era uma baronesa.
- Oh, Alex! - ela disse, me abraçando - Eu sei que sempre falo isso, mas você fez uma falta naquela casa novamente! Parece que nunca vamos nos acostumar com o fato de você estudar por aqui!
Sorri para Rosaleen e a soltei.
- Bela escolha de carro. - eu disse, olhando para o Guardian. - Meus pais esperavam um ataque terrorista?
Bom, todos sabem que o Mercedes Guardian é um carro meio exclusivo, porque é um dos carros mais seguros do mundo.
Rosaleen sorriu e mesmo com seus óculos escuros, vi que ela tinha revirado os olhos.
- Nós só não queremos correr riscos. - ela disse, sorrindo - Mesmo sendo barões, seus pais são um tanto próximos da Coroa, então, resumindo: não podemos nos dar o luxo de você se ferir.
Agora, eu revirei os olhos.
- Ok, Rosaleen, entendi. - eu disse para ela, sorrindo - Meus pais estão em casa?
- Na verdade, eles foram convidados para um chá na casa do Conde...
- Então, eles não estão em casa? - eu perguntei, a cortando um pouco, porque sabia que Rosaleen sempre enrola um ano para falar coisas como "SEUS PAIS NÃO ESTÃO EM CASA, ALEX" e até mesmo "SEU CACHORRO ESTÁ NO PET SHOP SENDO TOSADO".
- Não. - ela disse, mordendo o lábio inferior.
Sorri e dei de ombros.
- Sabia que você enrola demais para falar as coisas? - eu perguntei.
Ela olhou em seu relógio de pulso que parecia meio caro.
- Sabia que você tem que ir para casa? - ela disse, não achando nada melhor para falar, já que eu não gostava de ir ver filmes no cinema ou sair de qualquer forma.
Sorri e entrei no carro, seguida por Rosaleen.
O trânsito estava bem tranquilo, até chegarmos há cerca dois quarteirões do bairro aonde meus pais moravam e aonde meu quarto, com a minha coberta fofinha e meu Golden Retriever branco, Toronto, me esperavam.
- O que é isso? - eu perguntei para Rosaleen.
- Hora do Rush. - ela disse, olhando em seu celular, que, segundos depois, começou a tocar.
Ela atendeu o telefone e continuei a olhar pelo vidro fumê, agradecendo por ele ser fumê.
Havia uma fila de carros à nossa frente e realmente não parecia ser a Hora do Rush, apesar da viagem da minha escola até a minha casa ser bem longa, certamente não duraria tanto tempo.
- Oh, droga. - Rosaleen disse, com uma mistura de raiva, frustração e tristeza em sua voz.
Já estávamos bem perto do portão da casa, quando vimos os jornalistas e suas câmeras fazendo um tipo de acampamento ali em frente.
Quando eles viram o carro, enlouqueceram.
- Rosaleen, o que aconteceu? - eu perguntava para Rosaleen, que ficava sem reação.
- Não vamos conseguir entrar pela frente, pelo visto. - ela disse e xingou os jornalistas em três línguas diferentes - E eles não vão sair daqui tão cedo.
- O que aconteceu? - eu continuei perguntando para ela, enquanto ela se concentrava em um jeito de entrar na casa.
- George, será que a entrada da parte de trás da casa está...
- O QUE ACONTECEU, ROSALEEN? - eu gritei para ela, já com a paciência esgotada.
Ela me olhou e suspirou, tirando os óculos escuros, mostrando os olhos um tanto inchados.
Rosaleen havia chorado.
Rosaleen havia chorado demais.
- Houve um acidente.
Na mesma hora que ela disse "acidente", imediatamente, me senti suar frio e meu coração batendo cada vez mais apertado.
Fiquei quieta.
- Mais cedo, Sebastian se sentiu mau na escola e fomos contatados.
Ok, não devia ser nada demais, afinal de contas, era Sebastian, a ovelha negra da família. Não pelas suas notas, mas por ele ser meio... radical.
- Um carro foi até lá e o pegou, mas cerca de vinte quilômetros da cidade, em um cruzamento, um carro roubado veio em alta velocidade e bateu no carro em que seu irmão estava.
Ah, não não não não não.
- O carro de Sebastian capotou e o motorista do carro que o atingiu morreu na hora.
Ok, foi só o filho da mãe do motorista, então Sebastian não deve estar tão mau assim...
Coloquei a mão na barriga, sentindo um mau-estar terrível.
Oh, meu Deus. Por favor, por favor...
- Alexandra. - Rosaleen disse, me fazendo olhá-la imediatamente com seu tom de voz. - Seu irmão não...
Meus olhos se encheram de lágrimas rapidamente.
Não havia chá na casa de Conde nenhum.
Havia razão para os jornalistas estarem ali.
O mau estar piorou. O ar pareceu fugir de perto de mim. Me senti mais vermelha que nunca.
Meu irmão mais velho morreu.
Sim, aquela pessoa que puxou meus cabelos quando éramos menores, que me fazia rir em festas chatas com gente chata e nobre.
- Sebastian, seu... - eu tentei dizer, mas o choro foi mais forte que minha vontade de xingar meu irmão.
Rosaleen me abraçou, me consolando.
- Acalme-se, Alexandra. - ela disse, acariciando mes cabelos - Elaine está bem, seus pais estão bem...
"MAS SEBASTIAN NÃO ESTÁ BEM, ROSALEEN", eu quis gritar.
Eu queria jogar a culpa toda sobre Rosaleen, afinal, ERA UM DEVER DELA NOS PROTEGER! CUIDAR DE NÓS! ERA ISSO QUE ELA FAZIA DESDE SEMPRE!
Chorei mais e mais e mais e o carro ficou parado ali perto da casa por uma eternidade e os jornalistas pulavam sobre ele o tempo todo.
Rosaleen falou alguma coisa com George, o motorista, que pisou no acelerador e fez todos os jornalistas se afastarem com suas câmeras malditas e entramos para dentro da casa.
Corri para dentro e parti diretamente para meu quarto, fechando a porta com força e a trancando.
Sebastian não vai para a faculdade.
Sebastian não vai namorar.
Sebastian não vai me fazer rir.
Sebastian não vai pegar o título de papai.
- Mas que droga. - eu disse, entre soluços para mim mesma.
Me joguei na cama e desejei nunca mais sair de lá. Nunca mais.
Sem mais deveres, sem mais festas, sem mais escola, queria ficar em um exílio, isso sim.
Não percebi, mas mamãe entrou no quarto e não sei quanto tempo me observou até finalmente passar a mão em meus cabelos e me reconfortar.
Queria estapeá-la, mas ela não tinha culpa.
Então a abracei como nuca tinha feito antes.
- Querida. - ela disse, mais de uma vez, tentando me afastar para me falar algo.
Quando me separei dela que percebi que papai e Rosaleen (e seu celular que tocava sem parar) estavam lá também.
Papai se sentou ao meu lado na cama e Rosaleen nos observava.
Ela estava ali só pra apoio mesmo. Apoio para qualquer coisa que meus pais falassem.
- Querida. - dessa vez foi meu pai que disse. Eu sempre me impressionava com seus olhos azuis e muitos diziam que eu era parecida com ele, mas tinha o sorriso de minha mãe. - O mundo não está mais seguro o bastante... não importa se você é filha do gerente do WallMart ou da Rainha, entenda isso.
Papai me deu um lençinho e sequei as lágrimas com ele. Meu pai era um barão, mas também era um cavalheiro.
- Meu amor, - mamãe disse, colocando meu cabelo atrás da orelha. Os olhos de todos do quarto estavam inchados, mas o de mamãe superava e ela também usava nenhuma maquiagem. - o que aconteceu é só uma amostra do que certas pessoas podem fazer.
- Alguém planejou isso? - eu perguntei, meio chocada. Porquê um atentado contra nós? Honestamente, nem éramos assim, tããão importantes.
- Não sabemos ainda. - papai disse - Mas o que estamos querendo te falar é que a situação em que nos encontramos atualmente é perigosa, Alexandra.
- E você, agora, é a herdeira lógica do título de seu pai. - Rosaleen disse, do outro lado do quarto.
- Sim, - mamãe concordou e fungou um pouco - eu queria impedir isso pelo tempo que eu pudesse, mas não vai ser mais possível... - ela estendeu para mim uma espécie de panfleto escrito com letras majestosas o nome "Royality South Island".
- É um colégio - meu pai disse, enquanto eu olhava o panfleto - um colégio importante, um colégio em que pessoas como nós estudamos.
Pessoas como nós...
- Pessoas da corte? - eu perguntei, o olhando.
- Pessoas que nasceram com o poder de mudar as coisas. - ele disse, se permitindo um pequeno sorriso que mostrava o que planejava para mim.
- Queríamos que fosse para lá, Alexandra. - mamãe disse, pegando em minha mão - Deve entender que nós sempre desejamos você perto e sempre deixamos você, Elaine e... - ela engoliu seco, para não chorar novamente - o mais perto possível de nós, mas agora você tem que ir embora pelo seu próprio bem.
O celular de Rosaleen tocou e ela teve que atender. Meu pai a olhou e ela o olhou de volta, e ela saiu do quarto em seguida.
Ele pegou minha mão.
- Há coisas que você só vai entender mais tarde. - papai disse, me fitando - Mas, por enquanto, fique segura. Por nós.
Então ele saiu do quarto e fechou a porta.
Provavelmente era alguém importante no telefone, mas nem queria realmente saber disso.
Mamãe me olhou.
- Você vai? - ela me perguntou.
- Sim. - eu disse, sem muita emoção e olhando o panfleto novamente.
Mamãe me abraçou de repente por alguns instantes.
- Obrigada, Alexandra. - ela disse, sorrindo tristemente - Não aguentaria perder outro filho.
Enquanto uma lágrima escorria no olho esquerdo de minha mãe, eu percebi.
Eu tinha que estudar, eu tinha que estudar muito mais que tinha estudado em qualquer outra escola, porque agora as coisas mudaram e ainda mudarão muito mais.
Mas eu ainda tinha aquele sentimento de mais cedo... de que coisas boas iriam acontecer.
Não importasse quando.
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
Kharisma M P Wettin
Book & Chess
Book & Chess
avatar

Mensagens : 16
Data de inscrição : 21/09/2009

MensagemAssunto: Re: REGISTRO - Book & Chess   Dom Set 27, 2009 8:03 pm

[P L A Y E R]

Nome: Aline
E-mail: aline.ssimoes@hotmail.com
Comunicadores (MSN, YM, AOL..) MSN (acima)
Tem outro personagem no jogo? Ainda não xP

[P E R S O N A G E M]

Nome: Kharisma Maxine Prescott Wettin
Idade: 17
Data de Nascimento: 10/09/1991
Local de Origem: Bruxelas, Bélgica
Artista Utilizado: Camilla Belle
Características Físicas: De altura mediana, Max possui a pele em um tom claro, facilmente bronzeado, que contrasta com seu cabelo bem escuro e olhos esverdeados. Tem uma fisionomia esguia e curvilínea, mas isso dificilmente transparece em meio às roupas retas e folgadas que ela geralmente usa.
Características Psicológicas: Max é uma moça bastante introvertida, característica que foi adquirida ao longo tempo após a morte de sua mãe. Assumiu uma atitude defensiva quando está em meio a outras pessoas, principalmente no ambiente escolar. Na escola em si, se limita a entrar abraçada aos livros, assistir as aulas sem ao menos olhar para o lado e sair. Não é de muita conversa e seu semblante é sério na maior parte do tempo.

Biografia:

Como começar... Vamos ver...

Bom, se eu preciso contar um pouco da minha história, acho que um bom modo de começar seria me apresentando, certo? Bom, então lá vai. O meu nome é Kharisma Maxine Prescott Wettin. Não, eu não finjo que é bonito. Na verdade, eu acho que o fato do meu pai escolher me dar o nome de Kharisma dentre todas as outras milhares de possibilidades que ele tinha, é a prova incontestável de que Deus tem senso de humor. Sério. Quer dizer... Você sabe o significado do nome Kharisma? Sabe o que significa a palavra? Graça. Charme. Sério. Dar esse nome pra mim de todas as pessoas?

Tá, mas isso não vem ao caso agora. Você não tem nada a ver com a infeliz escolha do meu pai. Voltemos à minha história.

Eu nasci no dia 10 de setembro de 1991 em Bruxelas, Bélgica. Sou filha única de um casal... importante, por assim dizer, da Bélgica. O casamento dos meus pais foi algo como aqueles casamentos arranjados de antigamente (sim, isso ainda existe), então eu não sentia realmente muito carinho entre eles dois. Quer dizer, dava pra ver que eles se gostavam, mas parecia mais alguma coisa adquirida pela convivência do que amor de verdade.

Minha mãe, Louise, parou de trabalhar desde que se casou com meu pai, Nicolas. Quando engravidou então, sua principal tarefa era tomar conta de mim. Nós passávamos quase vinte e quatro horas por dia juntas até eu completar 5 anos. A partir daí, meu pai fez questão que eu tivesse aulas e mais aulas, desde etiqueta até piano (porque toda moça prendada tem que saber tocar piano). Ele dizia que uma família da nossa importância não podia se dar ao luxo de ter uma filha menos do que perfeita. Eu ouvi isso bastante. Minha mãe, por outro lado, nunca ligou muito pra essas coisas. Quando ela estava em casa na hora das minhas aulas, as vezes ela fazia algum acordo com um dos professores e me levava pra passear em algum lugar e me fazia prometer não contar nada ao meu pai. E assim eu fui indo, vivendo praticamente como duas pessoas diferentes. Uma na frente do meu pai e outra longe dele. Kharisma, a filha prendada e Maxine (Max, como minha mãe chamava), a criança despreocupada. Me lembro de um episódio quando eu tinha 6 anos e acabara de voltar com minha mãe do jardim zoológico.

--------------------------------------------

Entrei na sala de estar saltitando enquanto minha mãe fechava a porta e guardava a bolsa e o casaco no armário. Logo, me voltei para ela.

- Mamãe, eu posso ter um peixe-boi de estimação? – Meus olhos brilhavam ao me virar para minha mãe, que me olhava confusa. Analisando o olhar dela, que, pela minha experiência significaria um ‘não’, tentei novamente. – E um tamanduá? – Ela sorriu e eu achei que o tamanduá era mais viável, sorrindo também. Então fui até ela pulando e abracei a sua cintura.

- Max... – Ela começou, mas eu nunca soube se estava realmente disposta a me dar um tamanduá de presente, porque logo outra voz a interrompeu.

- Kharisma! – Me virei para trás com os olhos arregalados. Nem precisava olhar para ele para saber que era a sua voz. – O que está fazendo aqui essa hora? Já terminou todas as suas aulas?

- Nicolas... – Minha mãe intercedeu. – Ela já fez aulas suficientes por hoje. Já está cansada.

- Aulas suficientes, Louise? Você sabe a responsabilidade que ela vai carregar quando for maior? Não existem aulas suficientes para isso!

- Ela tem 6 anos, Nicolas! – Minha mãe falou, a voz exaltada. Vi que ela parecia ter alguma dificuldade para respirar e corri para ela, os olhos cheios de lágrimas. Meu pai olhou para ela, parecendo ligeiramente preocupado. Olhou para mim de forma bem ligeira e depois voltou a olhar para ela.

- Está bem. – Ele disse, visivelmente relutante. - Sem mais aulas por hoje. – Então olhou para mim novamente. – Mas amanhã você vai ter que trabalhar duro, mocinha!

Me encolhi contra a cintura da minha mãe até que ele saísse novamente da sala. Então ela se abaixou e olhou nos meus olhos.

- Não se preocupe, Max. Amanhã a gente enrola ele outra vez... – E piscou um olho.

--------------------------------------------

É, essa era a minha mãe. Ela foi a minha salvação dentro de uma casa em que tudo era estritamente controlado. Se eu não tivesse tido ela, provavelmente seria mais problemática do que já sou. Mas como tudo que é bom dura pouco, a falta de ar da minha mãe se revelou mais tarde como sendo câncer de pulmão. O que é engraçado, já que ela nunca fumou. Durante todo o tempo em que ela lutou contra o câncer, minha mãe sempre tentou disfarçar a realidade da situação, fazer parecer menos grave do que realmente era. E então um dia, quando eu tinha 14 anos, ela simplesmente não estava mais lá. Simples assim. Quando eu fui dormir, minha mãe estava viva, quando eu acordei não estava mais.

Por um tempo, eu fiquei meio que em choque. Não falava muito, quase não saía de casa e me recusava a ir a qualquer aula que meu pai inventasse. E por um tempo, ele também não insistiu muito. Naquele período eu percebi que estive enganada. Ele realmente a amava. Talvez ele me amasse também, só não sabia como demonstrar.

Então, algum tempo depois, ele voltou gradualmente a impor as malditas aulas. E além disso, agora que eu “já era grandinha”, tinha que ir a atividades mais diversas “para desenvolver minha consciência crítica”. Agora que minha mãe não estava mais lá, eu simplesmente não tinha mais vontade dentro daquela casa. Foi nesse período que eu comecei a me fechar. Meu pai teve que me mudar de escola, porque eu simplesmente não estudava na anterior (o que era uma grande vergonha para ele). Porém, ao invés de isso despertar alguma consciência nele, serviu apenas para que a pressão fosse maior. Como é que uma Wettin tem que ser transferida de escola por notas baixas? Foi então que eu decidi mudar de estratégia.

Na escola seguinte, eu adotei a posição contrária. Só andava com livros na mão e tudo o que fazia era estudar. Chegava à escola, não falava com ninguém, apenas prestava atenção nas aulas. E não contava para ninguém quem eu era. Por algum tempo isso funcionou. As pessoas demoraram um pouco para reconhecer o nome da minha família. Mas enfim... A Bélgica não é assim tão grande e eventualmente as pessoas descobriram. De repente, aqueles que costumavam falar mal de mim pelas costas viraram meus melhores amigos e eu fiquei super popular. E como se isso não fosse suficiente, um dia eu chego em casa e encontro meu pai sentado no sofá, apenas esperando por mim.

--------------------------------------------

- Kharisma, nós precisamos conversar. – Ele disse, sério.

Com uma atitude que havia se tornado usual para mim, fui na direção dele e me sentei em uma poltrona, o rosto sem expressão e sem dizer uma palavra. Depois que eu sentei, ele começou um discurso monótono sobre como ele estava preocupado com a minha conduta e como ele não sabia mais o que fazer e como eu tinha que aceitar quem eu era. Quando chegou na metade do discurso, eu simplesmente fui para outro lugar mental e não ouvi mais uma palavra. Porém, quando eu finalmente “despertei”, o conteúdo havia mudado drasticamente.

- ... E é por isso que eu acho que a Royality South Island vai ser uma boa mudança de ares pra você. O ensino é rígido e com certeza eles vão conseguir colocar um pouco de juízo na sua cabeça. Sem contar que pela primeira vez você vai estar cercada somente dos seus iguais. Quem sabe assim você não percebe a importância de...

Nesse ponto eu não consegui mais agüentar. Levantando na poltrona num pulo, disse quase gritando:

- Eu não quero saber de importância!! – Fiquei parada por dois segundos com os olhos arregalados apenas encarando-o. – E você não pode simplesmente me tirar da minha casa pra me mandar pra uma ilha qualquer!

Se levantando também, percebi que meu pai teve que fazer algum esforço para não usar o mesmo tom de voz que eu.

- Eu posso fazer o que eu bem entender. Você é minha filha e é menor de idade. Não é madura o suficiente para saber o que é bom pra você e é meu dever assegurar que faça as escolhas certas.

Meus olhos encheram de lágrimas, a raiva tão forte que eu conseguia senti-la escoando por todos os meus poros. Então, disse entre dentes.

- Se minha mãe estivesse aqui, diria o quão patético você é. – Até eu sei agora que havia passado dos limites. Mas a raiva era tão grande que eu simplesmente não consegui filtrar as palavras. A próxima coisa que senti foi a palma dele estampada no meu rosto. O impacto me jogou de volta na poltrona e eu olhei para ele, lágrimas escorrendo pelo rosto. Dava pra ver que ele estava arrependido. Mas seu orgulho não o deixaria voltar atrás e o meu me impediu de dizer qualquer coisa. Então simplesmente saí correndo de volta para o meu quarto.

E foi basicamente isso o que aconteceu até agora. Agora eu estou a caminho da tal Royality South Island. Acompanhada pelos seguranças, claro, porque meu pai é ocupado demais para me levar. Talvez ele esteja com vergonha de mim por toda a minha atitude. Eu continuo sem aceitar toda a obsessão dele com a posição social, mas não consigo deixar de sentir um aperto no coração. Não devia ter falado aquelas coisas. Mas bem... Ele também não devia ter me batido. Nem ter me forçado a ir para a tal ilha. Nem muito menos tentar me fazer alguém que eu não sou.

Mas ninguém é perfeito.
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
Allison Brannagah.
Book & Chess
Book & Chess
avatar

Mensagens : 141
Data de inscrição : 24/09/2009
Idade : 24
Localização : Bat Caverna

MensagemAssunto: Re: REGISTRO - Book & Chess   Dom Set 27, 2009 11:59 pm

[P L A Y E R]

Nome: Ayla
E-mail: ayla_mendonca@hotmail.com
Comunicadores (MSN, YM, AOL..)
Tem outro personagem no jogo? Sim, Kathleen Connolly

[P E R S O N A G E M]

Nome: Allison Brannagah
Idade: 17,5
Data de Nascimento: 13/12/1991
Local de Origem: Condado Monaghan, República da Irlanda
Artista Utilizado: Jéssica Stroup
Características Físicas: fotjhenha
Características Psicológicas: Extremamente curiosa e obcecada. Allison é persistente e vai até o fim dos seus objetivos. Como uma boa repórter não deixa de correr atrás de tudo o que considera intrigante ou interessante para divulgar nas colunas do jornal de Book e Chass: Royality News. Sua curiosidade transcende os níveis normais de aceitação e isso muitas vezes é prejudicial, sendo que ela não se contem em cutucar os amigos atrás de novas fofocas ou noticias bombásticas, como por exemplo, a verdade atrás das portas de aço dos vestiários masculinos ou o que os professores fazem quando ninguém está olhando. Mas, verdade seja dita, ela ainda tem um resquício de bom senso guardando dentro de si e, em relação aos amigos, não diz nada sobre eles que não tenha a devida aceitação. Apesar de colunista e jornalista compulsiva, Alli não é fofoqueira, só desvenda fatos e, embora tudo indique o contrário, sabe guardar muito bem segredos, desde que seja preciso.
Claro que por conta de seus dedos ligeiros e sua vontade incontrolável de desvendar a verdade de tudo, Alli não leva a vida fácil que desejava. Suas notas, como uma montanha russa, tem seus altos e baixos, depende do que ela descobre e divulga sobre cada professor. Também vive em constante guerra com a mãe que deseja que a filha tenha tanto empenho com os assuntos políticos quanto tem com o jornal que, no ponto de vista da viúva, é um apenas uma obsessão infantil e uma enorme perda de tempo e, como se tudo conspirasse contra si, seu mais novo recente futuro padrasto parece partilhar da mesma opinião de sua mãe, mas para isso há uma resposta simples: interesse.
Porém, a extrovertida, curiosa, possessa, intrigante e objetivista Allison Brannagah parece ter encontrado um novo alvo de sua atenção e as notas, a mãe e o futuro padrasto passaram a ficar em segundo plano, como tudo em sua vida longe dos jornais.

Biografia:

Uma alienígena visita a Terra.


Quando encontrei minha mãe naquele monótono domingo de verão, para o indispensável chá da tarde, não conseguia pensar em mais nada além da segunda feira de outono. Mais nuvens, menos sol, mais pessoas, menos obrigação, mais rotina, menos formalidade.
Sentada sobre o escaldante sol, meus olhos zanzavam para todos os pontos estratégicos que me livrassem de um confronto cara a cara e que a impedissem de notar meu desinteresse claramente visível.
Naquele dia, após ouvir por horas seguidas discursos parlamentares e conversações para uma aliança intercontinental, tudo o que eu menos queria discutir, no momento, era sobre os sérvios da Bosnia ou que resultados obteve a estratégia colombiana de se unir aos paramilitares da AUC. Mas parecia praticamente impossível para minha mãe dizer qualquer coisa que não fosse relacionado à política, nem mesmo nos raros domingos familiares, já que são poucos os que passo longe da Roy.
Não queria demonstrar meu total desagrado para com aquele assunto corriqueiro e fastidioso. Apesar de já conhecer minha reação sempre que toca em assuntos políticos ou relacionados ao seu Condado, ela parece não se importar ou se importa, tem a inocente convicção que um dia me vencerá pela a insistência. Pobre dela! A insistente sou eu e sou tão cabeça dura que não consigo convencer nem a mim mesma. Mas mamãe é inocente em muitos pontos e por isso deixo passar mais esta prova de sua total falta de conhecimento sobre mim.
Depois de ouvir horas a fio seu discurso interminável de que toda esta minha exaltação com o jornal da Royality News - que por sinal é este que vos lê - é apenas uma fase de transcrição adolescente, aceitei que ela não conhecia nem ao menos um terço da minha personalidade e não fazia idéia do real motivo que me fez querer virar uma colunista. Ao contrário do que ela e meu futuro padrasto pensam e fazem questão de engrandecer, eu não havia optado seguir a carreira de escritora - e afundado qualquer esperança de um dia suceder o Condado de mamãe - por uma simples travessura da adolescência e nem mudaria minha opinião porque certas pessoas me consideram incoerente neste ponto.
Ser a repórter de um jornal e escrever matérias para tal, é uma idéia que vem me açoitando há muito tempo, bem antes de papai morrer e que foi se intensificando depois disso.

Certo dia, depois que voltei de uma cavalgada matinal com Alfred, meu cavalo - e que me perdoem todos os Alfred's por esse infortúnio -, encontrei meu pai, como sempre, sentado a mesa do café e se deleitando com as matérias de seu jornal favorito. Eu estaria acostumada a essas cenas do cotidiano, talvez as únicas que fossem corriqueiras, já que o restante do dia era comum, mas não repetitivo.
Como, até então, Conde de Monaghan, meu pai levava uma vida indubitavelmente estressante. Uma agenda lotada, desde cedo até o anoitecer e nenhum de seus compromissos eram interessantes o bastante que o fizesse valer a pena o stress. Mas, como que para compensar o dia cheio que teria, ele tirava alguns minutos antes que seu secretário - formalmente chamado de conselheiro - o tirasse do aconchego de sua casa. Esses minutos eram sagrados para mim, naquela época, com onze anos de idade.
Como de costume, eu me sentei ao seu lado, antes que o café chegasse, e ele me passou as folhas do jornal que já havia lido. Eu as devorava como se fosse um Big, Big Mac - perdoem-me a comparação pacóvia, mas foi a única que me veio a mente e descreve bem o que quero dizer. Cada reportagem, por mais desinteressante - como o motivo para as lesmas andarem de vagar - era suficientemente interessante para me prender a cada linha, palavra, frase e parágrafo.
Meu pai, nada diferente de mim, lia as matérias com o intuito de manter-se informado, mas, no fundo, para que, pelo menos uma vez ao dia, todos os dias, pudesse parecer levar uma vida normal.
Ele não estava contente com sua posição de Conde, era algo que ele havia herdado, mas não desejado. Seu pai, meu avô, Conde de Wexford e amigo íntimo da família real Irlandesa, havia passado a ele a responsabilidade indesejável de reger os Condados de Wexford, Monaghan e Dublin de forma que Paul Brannagah nunca soube o que seria levar uma vida normal.
E eu nunca saberia também.
- Sabe, filha... - ele comentou, no mesmo dia supracitado acima - Eu gosto desses momentos. - era uma novidade para mim que ele dissesse algo do tipo. Palavras que expusessem sentimentos nunca fizeram parte do vocabulário de meu pai. Mesmo que ele demonstrasse sentir, era algo nunca dito, porque, em qualquer situação, ele sempre mantinha a pose de um reverente Conde.
- Mesmo? - perguntei com minha inocência infantil, meus olhos desviaram imediatamente do jornal e encontraram os seus, vidrados sobre um ponto "x" da mesa.
- Sim. - confirmou. Então fechou o jornal, virou-se para mim, fitando meus olhos, e perguntou retoricamente - Sabe o que eu gostaria de ser, se não fosse um Conde?
- O que? - meus olhos brilharam ao encontrar o seu e meus dedos se apertaram contra a folha em minhas mãos. Bem no fundo, eu já sabia a resposta.
- Escritor.


- Allison Meredith Brannagah. - ouvi uma voz vibrar em meus ouvidos.
- Sim, mamãe? - respondi imediatamente, tentando encontrar uma desculpa que me isentasse de ouvir uma bronca epopeica sobre minha falta de interesse e déficit de atenção.
- Ouviu o que eu dizia sobre os atiradores de elite? Acha mesmo que estamos fazendo um bom trabalho em relação à segurança da Irlanda? Não sei quanto à rainha, mas na minha opinião... - eu realmente não havia ouvido absolutamente nada sobre atiradores de elite e segurança nacional e realmente não estaria agora.

Mamãe era obcecada. De forma que seus genes contribuíram para a minha personalidade tanto quanto ou mais obcecada. Só que não era da natureza dela, eu sei.
Orla Brannagah, era perfeitamente equilibrada, minuciosamente ponderada, se policiava de todo e qualquer ato para que suas conseqüências fossem da forma exata como ela previa. Esta era sua parte obcecada de antes. Mas agora, depois da morte cardíaca súbita de meu pai, as coisas se misturaram de forma bombástica.
Sua obsessão e perfeccionismo, antes aplicados somente a limpeza e gestão da casa, agora também faz parte dos congressos e administrações do Condado. Tudo tem de ser exatamente como tem de ser e não admite nenhuma minúscula falha de sistema. Ela não perdoaria a ninguém, nem a si mesma.
Por isso estávamos tendo aquela conversa incondizente com a situação. Por isso mamãe não conseguia pensar nem falar em nada que não fosse de assunto estritamente político.
Quando eu tinha 15 anos, dois ano depois da morte de meu pai, ela decidiu que para poder cuidar melhor dos assuntos políticos, eu deveria estudar em um colégio interno. Motivo pela qual vim parar na Roy e não me arrependo em momento algum de ter acatado a sua decisão.
Não seria melhor se eu tivesse ficado e visto ela se afundar como mãe e crescer como Condessa. Já não tínhamos um bom diálogo e as brigas eram sempre as mesmas pelos menores motivos.
Não a desprezo, nem desgosto dos fins de semana que passo aqui. Só não acho que me sinta mais em casa aqui, do que na Roy. Mas, para início, não condeno Dona Orla e sua obsessão, como culpada pelo meu deslocamento, penso, até, que seu exagerado interesse político é para aliviar a falta que meu pai faz.
Assim como seu mais recente romance com David, meu talvez futuro e indesejável padrasto.
Não gosto dele e isso não é segredo. David simplesmente faz parecer-se um interesseiro, por mais rico que seja. Tem uma filha, que despensa comentários ou caracterizações, é exatamente ou tão pior que ele.
Mais um motivo que me prende a Roy e me fez não querer voltar para a casa.
Por mais curtos que tenham sido os dois anos que passei aqui, foram os dois anos mais longos e proveitosos da minha vida. Tendo uma liberdade incondicional, limitada somente a margem da praia, posso fazer o que sempre quis e nunca sonhei que pudesse: escrever.
Posso ser curiosa, extrovertida, negligente, desinteressada, obcecada, mas ninguém parece realmente dar importância, porque o que todos querem aqui é exatamente isso, ser livre.
Agora, enquanto tento, como normalmente, ignorar os discursos políticos de minha mãe, imaginando quanto tempo demorará para que David chegue - minha deixa para partir -, penso que estou completamente deslocada aqui, como uma verdadeira extraterrestre, vejam só, na terra.

por Allison Brannagah

História real, com nomes e lugares reais.

Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
The Supreme
Admin
Admin
avatar

Mensagens : 126
Data de inscrição : 02/08/2009

MensagemAssunto: Re: REGISTRO - Book & Chess   Seg Set 28, 2009 1:27 am

Meu Deus! Só biografias tristes, tirando a Haylie (me). Que vocês tem contra coisas feliz? T-T HAUHAUAUHAHHUAA

Mas, fora isso >.< Amei as Bios, todas aceitas e personagens liberadas!!!

Sejam Todas Muito Bem Vindas a Book & Chess
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário http://rs-island2.forumeiros.com
Juliet V. Crawford
Book & Chess
Book & Chess
avatar

Mensagens : 81
Data de inscrição : 27/09/2009

MensagemAssunto: Re: REGISTRO - Book & Chess   Qui Out 01, 2009 6:34 pm

.themanipulator;

Nome: Luli *-*
E-mail: whaat.the.hell@hotmail.com
Personagens: Violy Windsor, P&P.



.thepuppet;


Nome: Juliet Verona Crawford, Condessa de Ashbury
Idade: 16
Data de Nascimento: 14/6/1993
Local de Origem: Swansea, País de Gales :}
Artista Utilizado: Hayden Panettiere
Características Físicas: loira como o sol, de cabelos se alternando entre lisos como asfalto e levemente encaracolados nas pontas. Olhos escuros sempre brilhantes. Estatura baixa, o que a deixa possessa. Contudo, tem uma composição corporal perfeitamente harmônica. É, como sua mãe gosta de frisar, uma “bonequinha de porcelana.” Faz o estilo cheerleader, mas passa longe de estádios e esportes.
Características Psicológicas: deve ser pelo nome que lhe foi dado o motivo pelo qual Juliet ama Shakespeare. Já leu todas as peças, e tem uma coleção de poemas e frases proferidas pelo dramaturgo. Excelente escritora e dissertadora, sempre sabe o que falar na hora certa. Desinibida e extrovertida, faz amigos com uma facilidade espantosa. Dona de um bom-humor quase inabalável, Juliet tem notas invejáveis, e uma memória e auto-estima mais invejáveis ainda. Super ligada em moda, adora marcas e sempre está por dentro dos desfiles e lançamentos. Amigável e otimista, sempre tenta ver o melhor lado das coisas, e, por vezes, pode ser inocente demais. Altruísta, pensando mais nos outros do que em si mesma, às vezes. Ama animais, e, se pudesse, teria um zoológico na casa de campo que sua família possui na Inglaterra. Fala pelos cotovelos, e pode ser um tanto irônica quando quer. É leal e confiável, mas demora algum tempo para confiar e se apegar às pessoas, sendo Haylie uma exceção. Sensível, pode se ofender com facilidade. Dificilmente você verá a loira sem fones de ouvido de seu inseparável iPod rosa nas orelhas. Não gosta de se maquiar em excesso, mas vive sempre com lápis de olho e gloss. É consideravelmente orgulhosa e teimosa.




.herhistory;



01.05.2009 – Sala de Escrita Criativa, John Locke Academy

Certo. Eu tenho que olhar para frente, não ficar conversando com Georgie. A professora vai passar um trabalho gigante e vai explicá-lo. E... esse trabalho ainda vai servir como inscrição para aquela escola! A Royality something! E eu quero muito entrar nessa escola. Ela é cheia de nobres, e artistas de cinema... Não que eu seja tiete. Porque não sou.

- Vamos lá, turma! – minha professora de final de nona série grita, tentando conter todo o burburinho que sempre se instala na turma quando ela está prestes a passar um trabalho.

O que é praticamente toda semana.

Eu suspiro e batuco minhas unhas na mesa. Georgie rola os olhos e cutuca minhas costelas, sussurrando algo sobre uma festa que ocorreria no próximo final de semana. Eu a fuzilei com o olhar. Olá, decatlo acadêmico! Quem liga se eu pareço a Gabriella de High School Musical? O fato é que eu sou boa em ciências, seja qual for o tipo. Química? Física? Biologia? Nunca tirei abaixo de B+ nessas matérias. E o irônico é que eu odeio completamente matemática. Bem, acho que o fato de ter entrado na escola um ano depois de todos (obrigado por não pararem sua viagem ao redor do mundo para me educarem, mãe e pai) me ajudou um pouco nesse quesito. Mas mesmo assim todos os meus professores dizem que eu sou um prodígio, elevando meu ego ao céu.

- Essa redação será enviada junto com a inscrição dos interessados para a Royality South Island High! Vocês não estão interessados? – agora a pobre Srta. Martinez estava se esgoelando, e eu tampei a boca de Georgie com a mão, para ver se a ruiva ficava quieta.

Ela olhou chocada para mim, mas pareceu ceder, dando um suspiro teatral. Ela era a melhor atriz que eu conhecia.

- Você quer mesmo ir para essa escola, não é? – ela inquiriu, afetada. Eu olhei para ela, confusa. – Hello, Juliet, você é a que tem mais chance aqui, minha querida! Você é condessa.

- Obrigada pela informação totalmente inédita, Georgina. Eu
sei que sou condessa, ok? – ironizei, rolando os olhos.

A Srta. Martinez passeou pela classe, dando uma folha com o esquema da redação para todos, e eu peguei a minha com um sorriso de canto. Faça uma autobiografia utilizando a intertextualidade com qualquer texto. Georgie ficou pálida como a folha e olhou para mim com choque e súplica.

- Nem vem. Acho que você vai ter que “dialogar” com o O Cãozinho Clifford, já que foi o único que você leu, né? – eu alfinetei, ainda sorrindo, guardando minha proposta de redação na minha bolsa carteira da Prada, e saí saltitando da sala.


03.05.2009 – Quarto Rosa, Mansão Ashbury.

Eu li o enunciado da proposta pela milésima vez seguida, e suspirei. Tá, não havia outro livro com o qual eu pudesse comparar minha humilde vida, senão aquele. Atravessei o quarto todo decorado com um rosa enjoativo (desculpe, mas é mesmo. Mamãe decorou esse quarto quando eu tinha uns dois anos, e eu preferia totalmente o Quarto Lilás, mas o closet desse é maior) e me sentei na penteadeira, encarando meu MacBook como se ele fosse me dar todas as respostas.

Desistindo, eu abri o Word e comecei a digitar.

“Duas casas, iguais em dignidade – na formosa Anglesey vos dirão – reativaram antiga inimizade, manchando mãos fraternas sangue irmão...”

É, bem, eu não vi nenhuma opção de texto a não ser Romeu e Julieta. Em primeiro lugar, por eu ter o nome da protagonista, e em segundo lugar, porque os Crawford totalmente têm uma rixa com os Bettencourt. É algo sobre um duelo pela honra de uma donzela Crawford, violada por um Bettencourt. O irmão mais velho da menina, e herdeiro do título de Conde de Ashbury, duelou com o Bettencourt e morreu, coitado. A menina foi mandada para um convento e definhou até falecer, um ano e meio mais tarde.

Tudo isso foi na época medieval, mas ainda assim os Bettencourt são os nossos maiores rivais. Nossa família é dona de uma importante produtora de maquinários, e, adivinha o que os Betencourt produzem? Quem disse “maquinários” acertou em cheio e ganhou um sorvete! \O/ Papai nunca abriu a boca para ofender o Sr. Bettencourt e sua família, mas digamos que ele não é tão generoso assim em relação à fábrica da mesma família. Mamãe acha isso idiotice, e eu concordo com ela. Quero dizer, essa briga deve ter uns bons séculos de idade, mas parece que foi ontem. Eu nunca tive a oportunidade de conhecer os membros da família rival à minha, já me disseram, contudo, que o filho do Sr. Bettencourt é extremamente gato.

Faço minha curta biografia relacionada à obra mais famosa de Shakespeare em mais ou menos quatro horas e desabo exausta na minha cama de colunas creme, coberta por cobertas de algodão egípcio rosa. Fecho os olhos e ponho meus fones nos ouvidos, e começo a cantar a música baixinho.

Ouço uma batida fraca na porta, e ela se abre, revelando uma mulher alta, morena, com os olhos castanhos mais bondosos que eu conhecia.

- Tia Jaaaaaaaaaaaaaaane! – eu berrei, em polvorosa, me arremessando no pescoço da irmã mais nova de mamãe. – Estava morrendo de saudade! Como vai o mundo?


14.06.2009 – Sala de Escrita Criativa, John Locke Academy.

Eu morro de pena da Srta. Martinez toda vez que temos aula com ela. Ninguém nessa sala – por exceção de mim e Georgie, quando eu a forço – presta atenção nela. E, admito, se eu não gostasse absurdamente da matéria dela, também não prestaria. Olhe, a Srta. Martinez é a professora mais nova aqui. Ela não tem muita moral conosco. Ademais, ela é baixinha – não posso falar nada nesse quesito – e tem a voz muito fina, quase inaudível. Ela vai ficar com cabelos brancos um bilhão de vezes mais rápido se tentar controlar essa turma. Ela tem que aprender que deve deixar que nós conversemos, brinquemos, nos matemos, fiquemos cansados. Aí ela pode começar a aula.

- Crianças! – ela berra mais uma vez, e eu mordo o lábio. Se havia uma coisa que a minha turma odiava era ser chamada de “crianças”. Se ela berrasse “NONO ANO!”, como todos os outros professores, poderia ser mais bem-sucedida. – Ok, se vocês não querem saber quem foi aprovado para a segunda fase de seleção para a Royality High, podem continuar a zona!

Wow. Acho que ela pegou o jeito agora, porque conseguiu que três quartos da turma ficasse quieta. Dando um sorriso que só poderia ser de vitória misturado com alívio, ela foi até sua mesa. Eu afundei meu rosto nas mãos, querendo gritar. Claro, eu não tinha passado. Tinha falhado total e completamente. Era um fracasso. Eu podia quase sentir um gigante “F” ser marcado na minha testa com ferro quente.

Respiro fundo, reassumindo o controle. Eu não sou assim. Eu tenho a auto-estima na estratosfera, praticamente. Nada me afeta, NADA! Se eu não passar dessa vez, que se dane. Fico mais um ano na Johnny (que é como todos chamamos a JLA) e tentaria no ano que vem. É. Isso é um excelente plano, Ju. Além do mais, eu não poderia ser tão ruim. Eu não era a melhor pessoa do mundo escrevendo, mas com certeza era melhor do que Heather Gilbert, aquela nerd nojenta, que se acha superior a todos só porque seu maldito boletim só tem malditos “A”.

- Bem, fico feliz em dizer que uma aluna daqui conseguiu a nota máxima nas redações! Por favor, levante-se... – Heather-nerd levanta-se, um sorriso estúpido de orgulho preenchendo o rosto. Eu trinquei os dentes. –... Juliet Crawford.

O que?
A Srta. Martinez acabou de falar o meu nome? AAAAAAAAAAAAAH, QUE LINDO! *-* EU CONSEGUI, CONSEGUI, SEMPRE SOUBE QUE CONSEGUIRIA! Tá, nem tanto, mas mesmo assim. Eu me levanto, meio tonta de felicidade, e caminhei até a mesa da professora.

Roy High, me aguarde!, meu coração canta.


17.07.2009 – A caminho da Roy High.

- Tia Jane, – eu me ouvi perguntar, olhando no relógio caro que eu tinha fazia dois anos. – elas ainda vão demorar muito? O avião vai decolar em pouco tempo, sabe como é.

Tia Jane, com seus longos cabelos morenos, estava frenética, mordendo o lábio com hesitação. Eu também estava impaciente e com o ombro direito – onde apoiava minha bagagem de mão – ardendo. Pousei a bolsa no chão – mamãe me mataria se visse aquilo – e pesquei Muito Barulho por Nada, de Shakespeare. Estava relendo-o, e como era muito especial para mim, eu não o mandara com o resto das coisas para a Royality. Tenho que admitir: eu estava levando muitas, mas muitas coisas mesmo. Acho que metade do meu guarda-roupa tinha sido enviado para o internato, assim como meus livros. Tia Jane falava comigo algo sobre como o departamento de ciências no meu futuro colégio era impressionante, e eu senti meus olhos brilharem. Mal podia esperar para misturar substâncias e explodir coisas! E identificar bases e ácidos...! Ia ser tão legal! Estou convencida de que vou para a Book&Chess, porque é totalmente uma Corvinal da vida, e querendo ou não, eu sou muito inteligente. Além disso, eu não sou a pessoa mais animada ou poderosa do mundo, então as outras 3 irmandades estavam descartadas.

Depois de mais algum tempo, minha tia relaxa, e eu ergo o meu olhar do exemplar de Shakespeare. Uma menina loira, que deveria ter mais ou menos a minha idade, e olhos cor de hazel, chega perto de nós, afobada, sendo seguida por uma mulher que é claramente sua mãe. Ela abraça minha tia, que a apresenta a mim como Haylie. Eu abro meu melhor sorriso para ela, e estalo um beijo em cada bochecha da loirinha. Ela deve ser a menina prodígio na matemática que minha tia tanto falou nesses últimos anos. Ela tinha cara de ser legal.

- Oi, sou Juliet – me apresentei, sorrindo, e cumprimentando a sra. Lively também.

Haylie falava dez mil palavras por segundo, e eu gostei dela logo de cara, o que é meio difícil, não sei porquê. Nós conversamos por todo o percurso até a ilha de Roy, tia Jane e a mãe de Haylie olhando para nós como se não achassem possível que nós conseguíssemos falar tanto.


Quando chegamos na escola, e demos uma chorada básica, fomos convidadas a participar da Book&Chess, coisa que aceitamos sem nem pensar duas vezes. Fomos designadas para sermos colegas de quarto e viramos melhores amigas numa facilidade que me espantou. Quando o período letivo começou, me disseram que o Bettencourt mais novo estuda aqui também. Eu gargalhei. Quero dizer, tudo bem que eu era Juliet, e ele era Romeo (como descobri que se chamava), e éramos de famílias “rivais”, mas de jeito nenhum eu me apaixonaria por ele, como Haylie pensava – mesmo que não dissesse nada.

De alguma forma, eu acho, Shakespeare tem alguma culpa nisso tudo. Diabos, ele estabeleceu um padrão, não foi? E é por causa da obra dele e do nome dele que eu vim parar nessa escola. Será que tudo isso tem alguma ligação? Não, Ju, você está sendo ridícula.
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
The Supreme
Admin
Admin
avatar

Mensagens : 126
Data de inscrição : 02/08/2009

MensagemAssunto: Re: REGISTRO - Book & Chess   Qui Out 01, 2009 11:27 pm

Aaaaaceita (a)
Rank Definido, artista na lista, obrigada por falar tanto da Haylie, personagem liberada.

Bem Vinda a Book & Chess
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário http://rs-island2.forumeiros.com
M. Benjamin Lancaster
Book & Chess
Book & Chess


Mensagens : 51
Data de inscrição : 08/10/2009

MensagemAssunto: Re: REGISTRO - Book & Chess   Qui Out 15, 2009 7:28 pm

Citação :
Nome: Ayla
E-mail: ayla_mendonca@hotmail.com
Tem outro personagem no jogo? Kathleen Connolly e Allison Brannagah
Artista Utilizado: Dustin Milligan

-x-

Nome completo: M. Benjamin Lancaster
Data de Nascimento: 05/01/1992
Endereço: Kenton Road
Cidade: Londres
País: Inglaterra
Perfil psicológico:
Obediente, não ouso contradizer o que me é imposto - não enquanto ainda estou sobre a dependência de meus pais -, audacioso, mas onde alcanço o limite do respeito. Persistente, procuro dar o melhor de mim por meus objetivos e minhas opiniões, mas também sou limitado em certos pontos. Sistemático e um pouco perfeccionista, mas não ao caso de se tornar uma doença. Relativamente calmo e naturalmente expansivo, procuro não ser introvertido, mas não chego a ser intimidador.
Tenho por natureza muitos defeitos, como uma simplória rebeldia e um desrespeito a coisas que não acho certo, mas ainda sim não as julgo, apenas examino. Falo pouco, mas o suficiente, tenho meu orgulho, que talvez seja grande demais e não sou fácil de se mudar a opinião quando me é colocada em mente. Procuro não brigar, mas é quase impossível de me segurar quando algo me desagrada a ponto que me faça começar a falar.
Tento ser o máximo cortês possível e reconheço meu lugar, por isso procuro não ultrapassar a fronteira do que me é colocado como necessário.

Porque você deseja entrar para Royality South Island?

Bom, vocês devem estar se perguntando, o que o filho de um editor chefe de uma revista duas estrelas, está fazendo em um colégio como o Royality e porque ele tem a petulância de se inscrever sendo que até mesmo o dinheiro da inscrição é absurdamente caro demais para que ele possa pagar?
A resposta é simples, bem, não tão simples que seja fácil de explicar, mas nem tão complicada que vocês não possam entender.

De fato, eu não deveria estar aqui e não faço muita questão de estar, logo, a resposta para a pergunta é: eu não desejo entrar para a Roy. Mas tanto meu pai, quanto a pessoa que está pagando crêem que o meu futuro está aqui, aprisionado entre as águas que circundam a ilha e as paredes grossas que protegem o castelo.
Eu, por outro lado, não desfavorecendo a Roy, já acho que o meu futuro estaria em qualquer escola dentro dos limites que o dinheiro do meu pai – e do meu trabalho – me permitem pagar. Não sou um gênio, mas digamos que com esforço eu iria longe sem ter de me rebaixar a aceitar que a pessoa que desprezo pagasse pelos meus estudos.

Estou aqui porque quero, verdade, eu poderia ficar e enfrentar, mas o meu querer não é pelo motivo óbvio, que seria o fato de esse ser um dos melhores colégios, sem adulação, é só algo fácil de constatar.
Estou aqui por que ficar e enfrentar seria uma terrível batalha que eu não estava disposto a travar contra meu pai que já tem muito com o que se preocupar, para além do divórcio com minha mãe. Outro dos motivos que me fez querer ficar isolado em uma ilha a milhares e milhares de quilômetros dos problemas que não só interferiam eles, como a mim também.

Só que, estar aceitando a estas condições me faz pensar em quanta hipocrisia eu estaria cometendo, indo à contradição com tudo o que eu vinha falando e fazendo nos últimos dois anos ou em todos os anos da minha vida.
Sem rodeios, digamos que eu estaria aceitando o dinheiro de uma pessoa, meu avô, que há tanto tempo eu vinha desprezando e convivendo com ele como se simplesmente não existisse, porque me desagradava ver alguém tão inexpressivo e frívolo.
Um velho rico, mais ainda sim ambicioso e irremediavelmente avarento, o que foi a causa do meu espanto quando meu pai disse que ele pagaria para que eu estudasse na Roy. Se eu não soubesse que era pro seu bem próprio, eu até suspeitaria, mas sei que, se não era para aliviar a consciência de todo o mau que fez ao filho, era por algum interesse político, para desmascarar a imagem de péssimo pai, por cima de uma fantasia de avô caridoso. Partindo do conceito de que ele não tem consciência, tudo me faz crer que a segunda alternativa é mais plausível, além é claro, de que ele, o dono da maior transportadora de veículos, andou pensando na possibilidade de se candidatar para alguma coisa que duplique seus lucros e uma família desestruturada era tudo o que ele menos precisaria agora.

Para ser sincero - que é tudo o que eu estou fazendo enquanto escrevo - não o detesto só pela sua personalidade e estilo de vida ou porque sempre ouvi meus pais falarem o quanto ele é um desgraçado infeliz, mas se hoje eu e Mary Ann – minha irmã – estamos comparecendo a sessões judiciais e sem um lar definido, morando dias com minha mãe e dias com meu pai, é porque Richard Williamsom fez com que meus pais se separassem.
Não era mesmo de se esperar que fosse dar certo entre eles, sendo que cada dia mais, quanto mais ficando ranzinza, Richard interferisse no relacionamento deles com seu poder desprezível de manipulação.
A vida toda, desde que meu pai resolveu sair da mansão dos Williamsom para se casar com uma simples professora de colegial, meu avô vem se metendo no relacionamento deles, sem pudor ou cautela.
Por mais que eles fossem apaixonados e tenham agüentando tanto tempo juntos, nada é eterno e nem mesmo a paciência de minha mãe seria.

Pensar nisso me faz encontrar mais um motivo para eu não dar muita importância em ser aceito ou não. Pensar nisso me faz lembrar de todos os alunos que estudam na Royaliti e no quão superiores e esnobes eles devem ser e me faz sentir completamente deslocado.
Tenho certeza de que não receberei um tratamento diferente do que minha mãe recebeu todos estes anos e não estou exatamente ansioso para descobrir se eles são iguais ou piores que meu avô. Mesmo que sejam diferentes, de qualquer modo, não sinto que eu merece estar entre eles, é como se fossem bons demais para ter minha companhia.
Não diria que isso é auto-flagelação, mas se você passar a vida toda ouvindo que não merece estar entre os superiores, porque você não tem condição para tanto, começará a acreditar que isso é completamente verdade.
Não é verdade, mas faz parecer que sim e quando muita gente acredita nisso ela passa a ser convincente.

Tanto convincente é que depois de todos, até mesmo minha mãe, me apoiarem - e quase obrigarem - a aceitar a oferta de Richard, me vi inclinado a preencher esta ficha de inscrição, mas não creio mesmo que eu vá ser aceito depois de tudo escrito, não que me vá fazer grande diferença, estudar ou não na Roy. Gosto da idéia de um colégio novo, gostei das referências que tive daqui, mas tudo isso parece inverossímil, quando comparo os pontos positivos com os tantos outros negativos e vejo que as probabilidades de isso nunca dar certo são bem maiores.
De toda a forma, recusar não é uma solução, meu pai diz que ser orgulhoso não é ter futuro, minha mãe concorda, minha irmã bem pouco sabe o que significa Roy e meu avô simplesmente debate que é para meu bem e não preciso aceitar se me acho em tal posição para negá-lo, mas, como sempre tem seus meios persuasivos e suas palavras frias e inquestionáveis - apesar de não me afetar - fizeram que todos se voltassem contra minha recusa.
Me sinto obrigado, contudo, não por completo, porque uma parte intrínseca de mim insiste em aceitar, não tem tanta força quanta minha rebeldia, mas é ainda sim ativa.
Peço, entretanto, que aja justiça na aceitação e sei que se a houver, serão poucas a chances de ser aceito, mas se for, quero que fique ao menos registrado uma frase, que, não melhor iniciar, terá por finalizar e concluir este texto.

Não sou príncipe, não sou duque ou conde, nem sou filho de nenhum milionário famoso. Sou filho de John Lancaster, colunista esportivo do Jornal principal de Kenton, eu me orgulho disso e pouco me importa se ele não puder me dar uma Mercedes como presente de formatura ou um castelo para que eu possa brincar. O que ele me deu a vida toda dinheiro nenhum, fortuna ou título compraria e isso é o bastante para mim.


Revisei a carta uma última vez, dobrei-a ao meio e a cerrei em um envelope mal lacrado. As luzes do abajur estavam fracas e iluminavam poucos pontos de minha mesa, na penumbra do quarto escuro, mas consegui encontrar um livro e coloquei o envelope por baixo dele, escondendo ali um desabafo de anos.
Logo depois me coloquei a escrever outra carta, para o mesmo destinatário e com o mesmo objetivo.

(...)

Porque você deseja entrar para Royality South Island?

Porque não tenho escolha.

Matthew Benjamin Lancaster”


Última edição por M. Benjamin Lancaster em Qui Out 15, 2009 10:38 pm, editado 1 vez(es)
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
The Supreme
Admin
Admin
avatar

Mensagens : 126
Data de inscrição : 02/08/2009

MensagemAssunto: Re: REGISTRO - Book & Chess   Qui Out 15, 2009 8:00 pm

"[...] M. Benjamin Lancaster, gostariamos de lhe informar que está devidamente aceito pela Royality South Island [...]"

Seja Bem Vindo a Book & Chess
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário http://rs-island2.forumeiros.com
Luisa Bragança
Book & Chess
Book & Chess
avatar

Mensagens : 32
Data de inscrição : 29/10/2009
Idade : 25

MensagemAssunto: Re: REGISTRO - Book & Chess   Dom Nov 01, 2009 1:28 pm

Citação :
Luisa, whaat.the.hell@hotmail.com, V. Windsor (P&P), J. Crawford (B&C), D. Cartwright (R&G)



the person ;


Nome: S.A.R. Princesa Imperial do Brasil D. Luisa Vitória de Orléans e Bragança.
Idade: 16,5
Data de Nascimento: 27/4/1993
Local de Origem: Rio de Janeiro, Brasil
Artista Utilizado: Emma Roberts que é a minha irmã gêmea separada na maternidade –n
Características Físicas: morena, olhos castanhos, pele pálida. Baixinha, com 1.57, odeia totalmente sua altura.
Características Psicológicas: antissocial, retraída, divertida, sarcástica, impaciente. Lu é uma pessoa cheia de contradições. Gosta de passar muito tempo sozinha, o que, claro, vai de encontro às necessidades de todos os Bragança, que prezam a união da família. Adora ler, tendo mais e mais prateleiras abarrotadas de livros, que são constantemente assaltadas pelos amigos mais próximos da morena e a irmã. Melhor amiga da irmã mais velha, as duas são como unha e carne. Estudiosa, sempre entra em pânico antes das semanas de prova, o que a faz ser uma sofredora por antecipação. Ótima em trabalhar sob pressão, Lu não aceita críticas muito bem. Ciumenta e possessiva, às vezes acha que seus amigos são só seus, o que a deixa deprimida quando é posta de lado. Impetuosa e sincera, diz o que pensa na maioria das vezes. Tem pavor de quebrar as regras, e tenta ao máximo ser simpática e educada com quem estuda, não conseguindo às vezes. Chantagista por natureza e vingativa por opção, Lu é materialista e orgulhosa, além de adorar uma fofoca. Pode-se contar os amigos dela com as duas mãos, mas ela é super leal a eles, e são, de verdade, amigos para a vida toda. É uma pessoa ligeiramente difícil de se conviver com, e gosta das coisas do jeito dela. Teimosa, fica possessa quando o que ela disse que ia acontecer acontece, mas ninguém dá ouvidos a ela. Odeia ser ignorada, e quando ela briga, pisa exatamente no calo da pessoa. Excelente escritora e dissertadora, Luisa se esforça ao máximo em tudo o que faz, dando o melhor de si. Tira sempre notas exemplares, às vezes nem se esforçando para isso. Tem muita facilidade em aprendizagem e de adaptação, apesar de não gostar de mudanças. Relativamente otimista. Perfeccionista, se descabela quando algo sai do seu controle. Adora nadar, ler, ouvir música, ver TV e navegar na internet. Não gosta muito de sair de casa, e não está muito aberta a novas amizades. É consideravelmente difícil conquistar a morena, e se ela não gostou de você logo de cara, terá que se esforçar muito para se redimir. Liga sim para o que as pessoas pensam, mesmo não dizendo isso para ninguém. Não gosta de que digam o que ela tem de fazer. Usa as mãos para falar e sonha com todos os personagens de livros que já leu. Quando está estressada, é melhor você sair debaixo, porque ela começa a soltar fogo pelas ventas. Quando gosta de verdade de alguma coisa, fala daquilo com paixão, e procura viciar as pessoas ao redor dela. Após ler um livro que realmente gostou, começa a citá-lo quando fala com as pessoas, pensando que elas vão entendê-la, claro. Tem pensamentos rápidos demais para qualquer pessoa que não esteja acostumada com ela acompanhar. Amante de música, livros, Meg Cabot, Harry Potter, For Fun, Anne Rice, Ashlee Simpson, filmes, séries, Jonas Brothers (para o desespero de Bárbara, a irmã mais velha), MSN, conversas e Percy Jackson e os Olimpianos. Tem mais imaginação do que pensa, dificuldade em dormir tarde demais e a péssima mania de corrigir os erros dos outros. Típica adolescente americana, excluindo-se o fato de que é carioca e tem orgulho de dizer isso. Odeia calor exagerado e ama o frio. Comer besteiras é uma de suas paixões, assim como rabiscar, cantarolar e implicar com os entes queridos. Lu dificilmente demonstrará que gosta de alguém, mas se a pessoa tem a amizade dela, pode crer que ela sempre estará ali e fará de tudo para ela. Gosta de pensar que, qualquer dia, seu príncipe encantado virá. Adora usar vestidos, mas não abre mão de tênis e calça jeans com uma boa camiseta. Quase nunca usa maquiagem. Ama gatos, tem medo de cachorros de grande porte e morre de nojo de insetos de qualquer tipo, com exceção de borboletas e joaninhas, que ela ama. Odeia comer peixe, a não ser em comida japonesa. Super enjoada com comida, além de mega preguiçosa. Sabe aquele tipo de pessoa que, se pudesse, ficaria dormindo até o mundo acabar? Pois é. Extremamente desastrada, tropeça em quase tudo (ar incluso), e esbarra em coisas e pessoas sem querer, machucando-as e a si mesma. Não é conhecida pela presença de tato, e muitas vezes fala sem antes pensar.


the biography ;


Sempre adorei a vista da janela no meu quarto. Sei lá, dava para ver, com exatidão, a Baía de Guanabara lá em baixo, os prédios majestosos ao redor dela, as luzes das janelas acesas. Pessoinhas minúsculas passeavam de um lado a outro, fazendo sabe-se lá o que. Essa era normalmente a hora em que eu me sentava na bancada ao lado da janela que ia do chão ao teto, meu laptop no colo, e escrevia. Sobre meu dia, um conto, qualquer coisa. Escrever era minha válvula de escape – não que eu precisasse fugir de alguma coisa.

Eu, graças a Deus, tinha uma família ótima – uma mãe engraçada e compreensiva, um pai respeitoso e um tanto rigoroso, uma irmã que era meu oposto total e completo. Não sabia se era porque Babs era a rebelde da família – mas tenho quase certeza que era exatamente por isso –, porém meus pais botavam muita pressão em cima de mim, como se quisessem que eu compensasse a “loucura” de minha irmã.

Não estou reclamando, veja bem. Era exatamente por isso – querer tão obsessivamente que eu me saísse bem – que eu fui parar numa das melhores escolas do mundo, a Royal South School. Deus sabe quanto mamãe teve de ralar para me arranjar – e à Babs, não que ela saiba disso – uma vaga lá.

E é por isso que eu estou aqui, Documento 1 do Word. Eu acho que preciso desabafar com alguém como os últimos meses têm sido o caos em minha vida. Em primeiro lugar, houve todo o envio das minhas tralhas para uma ilha que eu nem tinha certeza que existia – e olha que minha média em geografia tem sido 9.5 nos últimos anos, assim como a de história, matemática, química, física, biologia, português, inglês avançado... ah, você entendeu. Depois, a choradeira de despedida de minhas melhores amigas que eu conheço desde, tipo assim, a SEGUNDA SÉRIE. Deuses, como é que eu ia viver sem os surtos da Mel? E os comentários futebolísticos da Manu? E a lerdeza da Ra e Nath! Caramba, eu ia sentir saudades até da minha mesa da minha escola antiga. Ao menos Bárbara e meu mp5 iriam comigo. Mas eu não poderia levar minha cama! E Nico? Será que ele iria? Quem liga se eu já fiz dezesseis anos e ainda durmo com um ursinho de pelúcia? Ah, eu quero que minha Bia vá também! Eu já estou totalmente acostumada com ela dormindo nos meus pés, o que ela faz desde que a ganhei, dois anos atrás.

- Doooooona – é a voz de Babs. O que será que ela quer? Rolo os olhos e grito um “entra!” para minha irmã mais velha.

Deixe-me dizer uma coisa sobre esse apelido horrível que ela pôs em mim. Eu sou – infelizmente, se quer saber – Princesa Imperial do Brasil, descendente do Imperador, e toda essa palhaçada. Só que, para meu desgosto, não sou chamada de Princesa, mas sim de “Dona Luisa Vitória”, fazendo Babs gritar meu título quando quer me chamar. Isso faz grande parte das pessoas ficarem confusas e se entreolharem (“Mas o nome dela não é Luisa?”, posso quase ouvi-los perguntando-se), e eu rolar os olhos.

Ela entra no meu quarto, e exige que eu pare de escrever no meu – acabei de perceber o que você é, Documento 1 – diário. Como sempre, eu rolo os olhos (eu faço muito isso, não é?), e faço minha melhor expressão de “nem em um milhão de anos, Bárbara.” Você não acreditaria na freqüência com a qual eu uso essa expressão. B. sempre foi mais extrovertida, falante e rebelde que eu. Além de mais bonita, fato.

- Sério, Lu – ela ainda está falando enquanto eu registro essa conversa. –Que história é essa de Royality South Island?

Bem, o que eu posso dizer? Eu meio que estou evitando olhar para ela enquanto escrevo isso – usando a escrita como desculpa, claro. Ela continua falando sobre como nossos pais querem nos reprimir, como se mandá-la para aquele internato na Europa de freiras não tivesse sido suficiente. Eu estou me resumindo a ignorá-la e defender mamãe e papai ocasionalmente, Luiza de Tom Jobim tocando no meu media player.

- Babs – eu chamo a atenção dela. – A Royal é uma excelente escola. E você não vai ficar presa lá, pelo amor de Deus.

- Alou, –
ela replica, finalmente alegre por eu ter lhe dado atenção. – é uma ilha, Lu. Tipo n’aquele filme, A Ilha: Prisão Sem Grades. Se bem que se tiver algum menino que nem o personagem principal...

Eu rolo os olhos mais uma vez, me aconchegando nas almofadas em minha janela e volto a observar minha cidade natal. Cara, eu vou mesmo sentir falta daqui. Não que eu vá muito à praia no outro lado da rua, sabe como é. Eu prefiro as praias de Cabo Frio e tudo, do que às daqui. As de CF são mais limpas, e... menos estranhas. Se eu posso evitar – e normalmente eu evito – eu vou somente à praia quando estamos em nossa casa de praia lá, que foi, inclusive, onde eu aprendi a nadar.

- Babs, sério. Será que você não pode simplesmente aceitar que estamos indo para lá? Aposto que vai ter mais de um menino tão bonito quanto ele.

Ela dá de ombros, fuzilando meu notebook com o olhar.

- Que seja. Pelo menos vamos juntas, não é?

E esse é totalmente um dos lados bons. O primeiro é sem papai e mamãe em cima de nós; pela primeira vez (ao menos para mim), estarei sob minha responsabilidade. Poderia dormir a hora que quisesse – contanto que chegasse na aula na hora –, poderia comprar tanto quanto eu quisesse... Mas mesmo assim sentiria saudade de mamãe e papai – morreria praticamente. Principalmente de mamãe, de quem sou mais próxima.

Suspiro, enquanto B. vai em direção a uma das minhas muitas prateleiras abarrotadas de livros e senta-se aos meus pés, folheando um Meg Cabot qualquer.

- Já arrumou as malas? – eu pergunto, dando um jeito de escrever e brincar com o cabelo loiro dela ao mesmo tempo.

Eu já havia. Iríamos para a Roy dali há alguns dias, uns quatro se eu não estava enganada. Quem ligava se eu teria de abandonar a escola no início do período letivo e todas as minhas amigas que eu conhecia desde a segunda série? Sinceramente, eu só estava me importando com minhas amigas; a escola era até dispensável.

Só sabia que muita coisa ia ser diferente; sorte a nossa de que sempre estudamos em escolas americanas com ensino bilíngüe, se não eu não ia para a Roy nem amarrada. Quero dizer, eu sabia que ia pagar mico lá se tivesse um inglês capenga. Respirei fundo, tentando não entrar em pânico devido a mudança de continente. Tudo iria dar certo, eu tento garantir a mim mesma, soando pouquíssimo confiante.

Eu pretendo passar todos os quatros dias meus restantes no Brasil com minhas amigas, é. Vamos ao cinema, faremos maratonas de filmes, iremos às compras, comeremos mais besteiras do que o usual, falaremos mal de qualquer pessoa que já atravessou nosso caminho. Será muito divertido! Elas podem passar todos esses dias aqui em casa! Graças a Deus a minha escola, por ser americana, tem o período letivo combinando com as High Schools dos EUA. Pela primeira vez na vida fiquei feliz pelas minhas “férias de verão” não serem no verão.

- Eu não. – Babs respondeu, fechando o livro com um estampido. Ela me olha nos olhos, que brilham com algo que eu acho que é expectativa. – Como você acha que é lá?

- Bem, eu sei que é dividido em Irmandades.

- Tipo as Casas de HP? –
pergunta, as sobrancelhas erguidas em descrença. Eu rio.

- É, mais ou menos. Pelo jeito, acho que vou ficar na Book & Chess. Mesmo odiando xadrez – informo, fazendo uma careta.

***


Pois é, aqui estou eu. Os quatro últimos dias foram os mais divertidos da minha vida, e eu nunca ri tanto e nem comi tantas besteiras. Eu devo ter engordado uns dois quilos. Em menos de uma semana, wtf. Mas enfim. Como eu pensara, caro Documento 1 (me recuso a te chamar de “diário”. Me sinto uma menininha quando penso que é isso exatamente o que você é.), cá estou eu no chateau da Book & Chess, minhas muitas malas ao redor de uma cama de colunas com cortinas brancas com estrelas lilases (obrigada, mamãe).

A outra cama, no mesmo quarto grande, está coberta por uma colcha de chenile verde-água que parece ser extremamente confortável. Eu ainda não vi minha companheira de quarto, mas já tive muitas chances de praticar meu inglês quase impecável. As meninas da B&C (que é como todo mundo chama a Irmandade), são super receptivas, e ficaram empolgadas por eu vir desse exótico lugar chamado Brasil. Já fizeram um trilhão de perguntas, e eu tive que prometer passar no quarto de duas delas, para responder o questionário.

Ah, a maçaneta da porta está girando. Aposto que é minha colega de quarto, Allison, que, já fui informada pelas meninas falantes, é editora-chefe (ou algo assim) da Royality News, a revista do campus. Eu fiquei empolgada com a Roy ter sua própria revista; será que Allison deixaria eu fazer uma coluna ou alguma coisa assim? Eu posso não ser a melhor escritora do mundo – minha colega de quarto, definitivamente, deveria ser melhor que eu – mas eu dou para o gasto, acho.

Estou ouvindo vozes do lado de fora – uma voz feminina com um claro sotaque irlandês e uma masculina. Eles parecem estar discutindo a próxima edição da revista, animados, e ela abriu a porta. Não parece me notar imediatamente, e eu estol digitamdo isso aquo sem olhar pro teclado, então descolpe os erros. Ela é bonita, com o cabelo escuro e levemente encaracolado, e olhos muitíssimo azuis. Ela olha para mim e sorri amigavelmente, e está vindo em minha direção. Ops, tenho que ir agora, Socumento 1. Não quero passar como mal educada para a pessoa com quem dividirei o quarto por sabe-se lá quanto tempo.
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário http://olympicchronicles.forumeiros.com
The Supreme
Admin
Admin
avatar

Mensagens : 126
Data de inscrição : 02/08/2009

MensagemAssunto: Re: REGISTRO - Book & Chess   Sab Nov 07, 2009 1:56 pm

Ri muito lendo a Bio xD
E sim, é bem complexo 0-0

Aceita, Lu ² -q

Seja Bem Vinda a Book & Chees
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário http://rs-island2.forumeiros.com
Anita Depp Leroux
Book & Chess
Book & Chess
avatar

Mensagens : 20
Data de inscrição : 07/11/2009

MensagemAssunto: Re: REGISTRO - Book & Chess   Ter Nov 17, 2009 8:07 pm

# Player #
Lore # lore_kf94@hotmail.com # lore_kf94@yahoo.com.br # Summer H. Windsor (R&G)

# Personagem #

# Nome # Condessa de FoxHall, Anita Mary Ann Blanche Depp Leroux
# Idade # 17
# Data de Nascimento # 27/05/1992
# Local de Origem # Paris, França
# Artista Utilizado # Kristen Stewart
# Características Físicas # Puxou o charme do pai e a beleza da mãe; a cor de seus olhos mudam de acordo com a luz, mas quase sempre são verdes ou azuis, possui um belo corpo e um lindo sorriso.
# Características Psicológicas # Curiosa como só ela, conseguiu o cargo de jornalista nas revistas de todas as escolas que passou, levando no seu currículo não só o nome, como também experiência. Mas não basta a curiosidade nessa vida, a persistência e o jogo de cintura sempre tem que acompanhá-la, sim, a francesa quase sempre consegue o que quer com um jeitinho só dela, meiga e doce, é uma amiga leal, e quase nunca desaponta os redatores dos jornais, inteligente, o próprio chateau mostra isso, e, não podemos dizer que ela seja sempre ... responsável, cumpre sempre os prazos, mas adora sair da linha e ir pra farra com as amigas, mesmo que alguns colegas a reprovem por isso. Anita adora confundir as pessoas com frases sem sentidos, que na maioria das vezes não fazem muito sentido nem mesmo para ela, mas de alguma maneira ela sempre encontra algum fundamento. Simpática e engraçada, é uma ótima companhia para se ter, em qualquer momento que seja, pois ela é capaz de transformar uma chuva em um banho de chuva e um sol em um belo bronzeamento. Sabe ser irritante quando quer ou quando perde a paciência, aprendeu a lidar com seu egocentrismo, referindo sempre a si mesmo com humor ou ironia, mas mesmo assim, gosta de falar de si, mas na maior parte do tempo fala, ou escreve dos outros. Gosta de escrever, assim como gosta de cinema ou de livros, mas também tem muitos outros gostos, defeitos e qualidades, que se fossemos citar um por um, você não sairia tão cedo daqui, caro leitor. E o que você mais leria seria o que ela gosta de fazer. Mas, se esse texto fosse escrito por ela, se encheria de modéstia e falaria de suas qualidades, com alguns poucos defeitos, até porque, ninguém é de ferro. Annie é hipoglicêmica, sendo uma pessoa ansiosa quando fica muito tempo sem açúcar, e sofrendo os efeitos da doença, mas depois de uma boa dose de açúcar, é uma pessoa agitada.

# History #

“Quando eu nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai Carlos! ser gauche na vida [...]” - Carlos Drummond de Andrade.


Foi exatamente o que eu fiz, fui ser diferente na vida, não que eu seja o Carlos, quem dera eu tivesse a habilidade com as palavras que ele tem, e nenhum um anjo apareceu na minha vida, nem torto, nem direito, mas bastaram alguns minutos em uma biblioteca aos seis anos de idade, e eu sabia, a minha vida poderia ser cheia de luxo, mas isso nunca serviria para alimentar meu egocentrismo ou arrogância, eu sabia que seria diferente da maior parte das crianças da minha idade.
Honestamente, eu não me importava, e não me importo, com isso. Ser igual a outra pessoa só para impressionar ou passar alguma imagem é sem graça, sem sal, antes ser diferente em alguma normalidade, do que ser normal em alguma diferença. O que pode até parecer ser a mesma coisa, mas acredite, não é.
E desde os meus seis anos de idade eu sabia que, além de condessa, eu seria uma escritora, ou talvez uma cineasta, qualquer área que envolvesse Comunicação Social me atraía, algo que, sim, muitos dizem que não é nada comparado com o que eu posso ser, mas é entrelaçado com o que eu gosto de ser.
Gosto esse que puxei, por assim dizer, do meu pai, não somente dele, certamente minha mãe também tem um dedo nessa história, mas ele sempre foi o que tinha paciência de me contar histórias, com minha mãe a história já era um pouco diferente, ela sempre tinha que resolver uma coisa ali, e outra aqui, mas isso não me impediu, nem me impede de sentir falta dela.
Mas com o tempo, a presença de meu pai naquela casa foi diminuindo, e eu não sabia o que tinha feito de errado, eu falava para ele que nenhuma das minhas amigas sabia que ele era o Edward, mãos de tesoura, e ele ria, olhava profundamente em meus olhos e falava que aquilo não tinha nada a ver com os filmes ou comigo, era só uma questão de tempo...
Mas também era só uma questão de tempo para a verdade vir a tona.
No dia 27 de maio de 1999, eu não ganhei uma festa de aniversário, nem meus presentes rotineiros ou os abraços apertados e protetores, eu ganhei uma notícia, uma irmã e uma cena que sempre que eu me pego desprevenida, passa na minha mente como se fosse um filme do qual eu não paguei para ver.

“Desistir não é nobre. E arduamente, não desistimos.” - Caio F.

A época, eu não sabia o que era pior, eu via o mundo que eu conhecia desmoronar, os olhos se abrirem, ou somente a venda deles cair, para algo que eu não tinha idéia de que poderia existir. E a pior dor de todas era não ter alguém para segurar minha mão, ou para enxugar minhas lágrimas e falar que tudo ficaria bem, eu sabia que nada ficaria, mas seria um consolo se alguém tivesse o desplante de me falar algo assim. Mas, não. Somente o que se ouvia naquela casa eram gritos e milhares de mãos que antes não estavam ali tentando tampar seus olhos para algo que não poderia ser retirado de sua mente nem se você desejasse.
E nas últimas vezes que eu abri a porta daquela casa, um vento frio passava por mim, e um grande temor de ver um carro explodir novamente me afligiam, e a minha vontade era de fechar a porta e me esconder lá dentro, em um mundo que isso não existiria e que eu não veria a morte de minha mãe. Mas o meu mundo já apresentava rupturas, falhas, estragos. Não era mais o meu mundo, era apenas o mundo.

“Mm, I get high with a little help from my friends” - John Lennon & Paul McCartney

Fui morar com meu pai e a nova família dele na Irlanda, não posso falar que odiei eles, Vanessa sempre foi uma boa madrasta, tanto que ela não merece o título de e Lily era a irmã mais fofa do mundo, e por dois anos foi a única irmã que tive na vida, até vir Jack, mas essa realmente não é uma história que faz parte dessa cena.
Foi passando uma tarde na casa dos condes da Irlanda que conheci aquela que se tornaria uma boa amiga dentro de um tempo, ela não era uma garota tão diferente assim de mim, o que me fez gostar dela, ainda mais ao ver seus livros e textos.
Allison Brannagah, eis aí o nome da melhor amiga que alguém pode ter no mundo, uma frase um tanto clichê para uma amizade um tanto quanto verdadeira, mas não consegui pensar em nada melhor no momento, mil perdões.
Ela sempre foi a que me deu um colo para chorar, e me ajudava sempre e sempre a me levantar. É a minha companheira de coluna e minha chefe, as vezes faz um papel de responsável e me dá uma boa bronca, mas sempre é a mais curiosa e quase sempre está em pé de igualdade na questão “irresponsabilidade”. Em outras palavras, ela é aquela que se pode chamar de amiga, em qualquer situação.
E, modéstia a parte, acho que também sou uma ótima amiga. Mas, como diria Aslan, essa história não me pertence, posso contar o que eu sei do meu ponto de vista, mas falar sobre como me vêem, é, essa é outra história.

“Stand By Me - Nobody knows the way it's gonna be” - Noel Gallagher

Agora vejo que necessito falar dele, ou deles. Sempre falam que é difícil falar de uma pessoa com palavras, mas, como falar sem elas? Mas o que me falta são as palavras que ainda não inventaram, e, espero eu, ainda estejam por vir, palavras essas que bastaria uma simples menção a qualquer uma delas e ela cairia como luva para a pessoa em questão.
Infelizmente, eu ainda não estou apta para criá-las, então tentarei falar com as palavras existentes, sabendo assim, que eu precisarei de mais uma palavra, porque todas, para mim, necessitam de complemento.
Não bastaria dizer que ele é lindo e charmoso, como muitos fãs acham, afinal, a pessoa não é feita só da casca, mesmo que dentro ele também o seja. Não bastaria falar que ele é maravilhoso, ótimo, porque ele é humano, e como todo ser, comete suas falhas.
Não bastaria apenas dizer que eu o amo, porque muitas vezes minha vontade é matá-lo. Diferente de muitas pessoas, eu nunca sei o que falar, e como falar, de Johnny Depp. Nas horas que eu precisei ele estava ali, mas já me decepcionou deveras.
Como na época que eu ganhei de presente a Lily, mas eu não posso mais culpá-lo por nada, a não ser por esconder a realidade tanto tempo de mim. Eu perdi uma mãe e ganhei uma nova família, que não preenche aquele vazio, mas sempre dá um jeito de ocultá-lo somente para me deixar mais alegre. São pessoas maravilhosas, mesmo que tenham me carregado para longe da Europa para morar nos Estados Unidos. Mas isso não irá impedir que eu vire condessa, e nem me impediu de ir para Roy.


"E tem o seguinte, meus senhores: não vamos enlouquecer, nem nos matar, nem desistir. Pelo contrario: vamos ficar ótimos e incomodar bastante ainda" – Caio F.

Certamente que não me importei de vir para a Roy, até preferi, para ser sincera. É uma escola, como todas, mas com um diferencial, essa, é para filhos de nobres, ou de pais ricos, e fica em uma ilha. O que, é claro, nos dá mais liberdade. E o que os jovens querem senão ficar longe dos pais para fazer o que bem quiserem?
Pensamento esse que não condiz bem com a irmandade que eu caí, a Book&Chess, o que me deixou surpresa, primeiro por eu ter um grau de parentesco com os Delacroix, segundo porque nem sempre sou a mais inteligente, ou a mais responsável.
Mas, eu me dou bem com o pessoal da B&C, e não somente de lá, como de todas as irmandades, mesmo que os chateaus possam ter alguma rivalidade, é sempre bom para uma jornalista se dar bem com todos, ou todos se darem bem com ela se não quiserem que nada de errado saia sobre eles.
E é justamente no jornal da Roy que eu me meto em diversas confusões, quase sempre junto com a Alli, tudo para ter uma boa matéria esperando para ser lida por vocês.

"Continuo a pensar que quando tudo parece sem saída, sempre se pode cantar. Por essa razão escrevo." - Caio F.

E tudo que eu escrevi aqui, meus caros, não é um roteiro, tenho quase certeza e quero deixar bem claro que informo isso com muito pesar, que não daria um bom filme caso viesse a ser. Mas é uma história com personagens dignos de Oscar, e quase sempre que um sai de cena é substituído por um mais brilhante ainda, mas não nos impede de sentir falta da presença de palco do primeiro.
História essa que ainda não possui um desfecho, e não possuirá tão cedo, mas quando tiver, será espetacular, porque o final é sempre uma das partes mais lembradas.

"Quem diria que viver ia dar nisso?" - Caio F.


#

Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
The Supreme
Admin
Admin
avatar

Mensagens : 126
Data de inscrição : 02/08/2009

MensagemAssunto: Re: REGISTRO - Book & Chess   Ter Nov 24, 2009 2:09 pm

Aceita, Anita Depp.

Seja Bem Vinda a Book & Chees
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário http://rs-island2.forumeiros.com
Conteúdo patrocinado




MensagemAssunto: Re: REGISTRO - Book & Chess   

Voltar ao Topo Ir em baixo
 
REGISTRO - Book & Chess
Voltar ao Topo 
Página 1 de 1
 Tópicos similares
-
» -- Alpha -- Sistema de Registro (web)
» Bingo Book
» Print do Soreto no Facebook
» Janela Ao Logar Após Registro
» [Bingo Book] Oroka Hito - Kiba & Kazumi

Permissão deste fórum:Você não pode responder aos tópicos neste fórum
Royality South Island :: Beginning :: Registro-
Ir para: